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domingo, 5 de julho de 2015

O que é Liberdade?

Deus criou o homem e a mulher como seres dotados de alma e fé, com um grande objetivo que é ser livre e como consequência dessa liberdade, também ser feliz, dessa forma, a liberdade e a felicidade são complementares.

Por Deus ser a maior expressão de liberdade e felicidade, busca-Lo te leva à tão querida liberdade .
Porém o que é liberdade?

A liberdade é um estado bastante confundido quando se tenta defini-la, pois acredita-se que a liberdade é uma expressão da vontade, ou seja: “Faço o que quero!”
Porém essa definição é completamente incorreta, pois epistemologicamente o “Faço o que quero!”, leva até a formação de uma escravidão da atitude e da vontade, pois tudo o que traz ordem acaba por ser refutado, em busca do caos.

Forma de liberdade criada pelas leis humanas: A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix (1830): uma personificação da liberdade. A liberdade, antigamente, era vista como resultado de batalhas e de imposição de vontades e justiças.


Deus é a completa organização, porém não uma organização da lógica limitada humana, mas sim uma lógica que transcende a vontade e o caráter de personalidade humana.
Logo a liberdade garantida biblicamente, não é a liberdade de atitude, mas sim a liberdade de poder se livrar da materialidade, com isso, para ser livre e consequentemente feliz existe a necessidade do temor a Deus.

Silogisticametente:
Se para ser livre eu tenho que buscar a liberdade, e a liberdade é expressa totalmente por Deus, logo temos que buscar a Deus.


Segundo Baruch Espinoza a liberdade é intimamente ligada com a natureza do homem. Como o homem é uma criação de Deus, criada por Ele e para Ele, a sua natureza é divina. Logo sua liberdade é uma expressão de atitude referente aos desígnios divinos de Deus, jogando por terra a teoria de que a mesma é somente uma expressão da vontade humana.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Laico?

Na teoria um país ou nação com posição neutra frente o campo religioso pode ser chamada de Estado Laico, porém não quer dizer que a crença em Deus seja algo nulo, mas sim, não existe uma única religião reconhecida pelo estado, como ocorre com diversos países muçulmanos,  sendo que no Estado Laico não existe a discriminação de nenhuma religião, ou seja, assim como não se privilegia nenhuma vertente religiosa, também não existe apoio ao ateísmo, pois se assim fosse, não seria imparcial.

No Estado Laico existe a garantia de liberdade religiosa a todas as pessoas, permitindo a expressão de sua crença, desde que não venha a ferir a liberdade das outras pessoas, ou seja, impor uma crença à força, seja essa, uma crença teísta ou uma crença ateísta. A garantia de que uma religião não pode ser reprimida está muito ligada ao fato de que uma religião faz parte da gama cultural de uma sociedade, sendo que a repressão de qualquer forma de expressão da crença seria reprimir uma característica de cunho muitas vezes popular.


Cristãos Coptas (Copta significa Egito), sendo preparados para o assassinato em massa por terroristas muçulmanos, que misturam estado e religião como uma coisa só, sendo que não segui-la é um crime contra o estado e contra Deus, punível com morte. 

O Laicismo prega a não influência religiosa nas decisões dos três poderes, assim como a não influência externa nas decisões clericais, ou seja, assim como considera que a religião não tem competência para tomar decisões políticas, considera que o estado não tem competência para julgar um fato teológico.

Dentro da Igreja Católica o nome Laico vem do grego (Laikos) e quer dizer "do povo", ou seja, trás a ideia de fora de uma esfera específica, logo tal situação se caracteriza o leigo. Sintetizando assim a ideia da pessoa que não recebeu a ordem sacerdotal.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Assassínios

Essa semana ocorreram atentados na França e o mundo se encontra horrorizado (e é para estar mesmo... são atos deliberados e absurdos), nada justifica matar uma outra pessoa. Porém estão querendo transformar os cartunistas em mártires, como se os mesmos fossem grandes vozes da libertação intelectual, só que na verdade, esses cartunistas não passavam de um bando de preconceituosos e que tinham complexo de Édipo de forma extremamente explicita!
Eu como católico detestava as coisas que eles faziam com os muçulmanos, e eis a explicação:
O cara nasce em uma cultura onde desde a infância o sentido de tudo é Deus, tudo o que esse cara quer, devido ao seu aprendizado, é ir para o céu. Lógico que existem pessoas más, que se usam dessa disciplina religiosa para ter poder em mãos, porém o cara que é tido como fanático, ele está fazendo algo que para ele simboliza seu amor maior ao que faz mais sentido em sua vida. Por isso não existe medo da morte por parte dessas pessoas. Essa forma de apresentar Deus é bastante diferente do Deus cristão, pois, Ele se apresenta um pouquinho mais a cada dia, ou seja, é o chamado Deus oculto. Existe uma analogia bastante interessante que demostra essa diferença "O Deus do islã se apresenta como o sol, que desde a idade menos madura é um fato indiscutível a sua presença, enquanto que o Deus cristão se aparece aos poucos, você a cada dia vai O conhecendo, ou seja, Ele te dá uma felicidade nova por dia!"
Julgar os terroristas é fácil, pois matam pessoas inocentes, porém no caso desses cartunistas eles não eram tão inocentes assim, eles tinham prazer em escarnecer o que é de mais importante na vida dos outros... Quem não crê não faz ideia de como é doloroso ver o que você almeja todos os dias estar em imagens pornográficas ou que rebaixam a um nível de que os nazistas faziam com os judeus (comparavam os mesmos com macacos pois eram menos desenvolvidos intelectualmente).
O pior de tudo é que eles sabiam do risco que corriam e até andavam com escolta policial, logo acreditavam que atentados contra eles eram fatos possíveis! 
O grande problema de um atentado é que para o mesmo ser objetivo, ou seja, destruir o alvo, ele não vai ser cirúrgico (matar somente uma pessoa), ele vai ser generalizado, ou seja, vai matar tudo o que tem a volta para garantir que o alvo não escape. Então esses cartunistas colocaram em risco a vida de muitas outras pessoas, e isso não é uma coisa que a mídia fala! Eles tem culpa sim da morte das outras pessoas e que isso fique claro para quem está defendendo esses marginais.
O que eles faziam não era arte, mas sim a disseminação de preconceito religioso!
Hoje quando se publica algo referente a preconceito étnico, sexual e social, quem o faz pode ser punido... mas por que preconceito religioso é considerado algo tão passível a ser tolerado. Isso tem que acabar... e as pessoas que agem preconceituosamente frente a qualquer pensamento religioso tem que ser criminalizada sim!
A religião envolve doutrina, filosofia, cultura e fé, a fé é algo extremamente complexo de explicar, por isso muita gente não entende o que a mesma é, pois não compreendeu a grandeza envolvida em tal conhecimento. Como citei a religião envolve também cultura, e preconceito cultural também é crime. Se eu ridicularizar algo que uma pessoa não crente em deus gosta ou acredita (sim quem se diz não crente é burro, pois crença é algo implícito na epistemologia... para propor algo você precisa acreditar em tal coisa) eu serei chamado de preconceituoso.
Então antes de chamar esses cartunistas de mártires pense no ódio e preconceito que eles estavam disseminando... era algo criminoso!


terça-feira, 10 de setembro de 2013

O que é um Antipapa?

Os Antipapas foram pessoas que se tornaram Papa sem haver um conclave, ou seja, chegaram ao poder mais alto do clero de forma não convencional.
Existem duas formas para um Papa deixar o Pontificado, e são elas com a morte do mesmo ou com a renúncia. Após um desses eventos existe uma votação entre os cardeais, que elegem com a inspiração do Espírito Santo um novo Papa.

Um critério muito relevante ligado aos Antipapas foram disputas políticas dentro da igreja e nos reinos importantes da época. O poder da nobreza era tão influente dentro da igreja da época que muitas vezes o filho que não era varão, tinha como destino tornar-se padre e muitas vezes bispo na adolescência, sem mesmo que o menino tivesse vocação ao sacerdócio. Com isso o filho primogênito tinha o poder militar na mão e o outro filho o poder espiritual popular sob seu comando, tornando assim um centro familiar extremamente unificado e poderoso.

Muitas vezes na história da igreja, muitos Papas chegaram ao poder não por serem realmente cardeais vocacionados, mas sim, por simples critérios políticos, logo diversos atos que esses homens tomaram não representaram os ideias verdadeiros da Igreja, sendo errôneo culpar a mesma por esses erros.
Algumas famílias importantes como Pierleoni, Orsini e Segni, tiveram Antipapas, sendo as duas últimas exemplos de grupos poderosos que colocaram mais de um comandante frente ao poder clerical. 

Os Orsini tiveram,Celestino III (Nascido no seio da família Orsini - seu pontificado foi de 30 de março de 1191 a 8 de janeiro de 1198), Nicolau III (Giovanni Gaetano Orsini - Pontificado de 25 de Novembro de 1277 a 22 de agosto de 1280), Bento XIII (Pietro Francesco Orsini - pontificado de 29 de maio de 1724 a 21 de fevereiro de 1730).
Escudo da poderosa família italiana Orsini.
Os Segni tiveram no poder os Antipapas Inocêncio III (Lotário de Segni - Pontificado de 8 de janeiro de 1198 a 16 de julho de 1216) e Gregório IX (Ugolino di Anagni filho do Conde de Segni e sobrinho de Inocêncio III - Pontificado de 19 de março de 1227 a 22 de agosto de 1241).

Essas famílias prosperaram na Europa se usando da igreja para isso. Num todo podemos dizer a Igreja foi vítima dessas pessoas. Muitos atos hediondos que hoje muitas pessoas atribuem à Igreja na realidade foram causados por esses homens que buscavam o poder e manter as famílias no comando regional.
 
Abaixo temos a lista dos 36 Antipapas que governaram o poder clerical e aqueles que são julgados como Antipapas porém faltam algumas informações mais detalhadas, totalizando 41 nomes.
Antipapa
Em oposição a:

Natálio
Papa Zeferino

Hipólito
Papa Calixto I

Papa Urbano I

Papa Ponciano

Novaciano
Papa Cornélio

Papa Lúcio I

Papa Estêvão I

Papa Sixto II

Félix II
Papa Libério

Ursino
Papa Dâmaso I

Eulálio
Papa Bonifácio I

Lourenço
Papa Símaco

Dióscoro
Papa Bonifácio II

Teodoro II
Papa Sérgio I

Pascoal I
Papa Sérgio I

Constantino II
Papa Estêvão III

Filipe

João VIII
Papa Sérgio II

Anastásio III
Papa Bento III

Cristóvão
entre o Papa Leão V e Papa Sérgio III

Bonifácio VII
entre o Papa Bento VI e Papa Bento VII

entre Papa João XIV e Papa João XV

João XVI
Papa Gregório V

Gregório VI
Papa Bento VIII

Bento X
Papa Nicolau II

Honório II
Papa Alexandre II

Clemente III
Papa Gregório VII

Papa Vítor III

Papa Urbano II

Papa Pascoal II

Teodoro
Papa Pascoal II

Adalberto ou Alberto

Silvestre IV

Gregório VIII
Papa Gelásio II

Papa Calixto II

Celestino II
Papa Honório II

Anacleto II
Papa Inocêncio II

Vítor IV

Vítor IV
Papa Alexandre III

Paschal III

Calixto III

Inocêncio III

Nicolau V
Papa João XXII

Clemente VII
Papa Urbano VI

Papa Bonifácio IX

Bento XIII

Papa Inocêncio VII

Papa Gregório XII

Papa Martinho V

Alexandre V
Papa Gregório XII

João XXIII

Clemente VIII
Papa Martinho V

Bento XIV

Bento XIV

Papa Eugênio IV

Felix V

Papa Nicolau V

 
Podemos ver que diversos são os nomes dos homens que governaram a igreja muitas vezes com intuitos somente de caráter político e não vocacional.