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sábado, 7 de julho de 2018

O aborto jamais será aceito por um cristão!

O Papa Francisco frisa bem que o aborto não é uma questão teológica, mas sim, científica... Ou seja... A Igreja pode se pronunciar, mas com intuito educacional dos fiéis, traduzindo o escopo científico para o escopo teológico.



Ciência e religião não são antagônicas, mas sim, complementares. A primeira se trata das definições físicas e a segunda das questões metafísicas.

No que se refere ao aborto, antes de se criarem as leis e direitos, existe a necessidade de se definir o instante de "estalo" de vida.

Esse "estalo" tem que ser embasado na definição mais básica de vida. Como se orientar nisso então? 
O reino monera (não sei se usam essa classificação ainda) é composto por seres que em geral não possuem alto grau de complexidade no que se refere às organelas e, são caracterizados como vida por características de comportamento (reprodução e alimentação). Todavia um vírus (não faz parte do reino monera) não possui organela complexa alguma, mas um comportamento básico de vida, no caso, a reprodução. Então surge uma pergunta... Por que um vírus necessita se reproduzir se não é vivo?... Logo, a definição do que é vivo ou não, se encontra sobre uma base muito frágil.

No que se refere à vida humana, um zigoto é a forma mais básica do ser, sendo formado por um espermatozoide e um óvulo. Tanto o espermatozoide, quanto o óvulo possuem organelas complexas e 50% do material genético que define um ser humano (o 100% em geral são 46 cromossomos... Uma vez que pessoas com síndrome de dawn tem um cromossomo a mais e, são seres humanos, por isso o termo "em geral"). Logo, a definição de vida humana tem que ser estudada já no zigoto. O zigoto tem como única função "crescer" e multiplicar suas células para levar a formação macroscópica de um corpo. Logo, pode-se dizer que, existe um "comportamento" zigótico, em outras palavras, um zigoto vai levar a uma estrutura corporal humana. Dessa forma, a vida não pode ser caracterizada se, existe ou não, semelhanças físicas com um corpo humano já constituído. Logo um zigoto pode sim ser caracterizado como um feto.

A ciência não consegue cravar se um vírus é ou não vida (existe sim essa lacuna, por mais que as pessoas tentem afirmar que não, pois viram em seus cursos de ciências que a vida possui necessidade desde comportamento até necessidade de descargas elétricas em sistema nervoso de seres mais complexos), por consequência, a atitude mais conservadora é a mais lógica. Essa atitude é importante pois se está lidando com a definição de vida e, não pode haver erros. Se ocorrerem erros e, realmente for vida, temos genocídio... Se realmente não for vida, não ocorrem problemas. Por isso a posição conservadora sempre é usada em ciência.

Assim, por silogistica chegamos: Se um feto é vida humana e, assassinato é a extinção premeditada de uma vida, então, a extinção premeditada da vida de um feto é um assassinato.

Se for definido que um feto é um ser humano, por definição ontológica, ele já é um "ser", se é um "ser" se enquadra como integrante da sociedade. Se é um integrante da sociedade já existem leis que garantem seu direito à vida, sendo um aborto uma ação que resulta em tentativa de assassinato e lesão corporal, logo, passível à processo para quem promove.

Ou seja, para que a legalização do aborto ocorra, deve-se abrir o pretexto do abrandamento de crimes... No caso o abrandamento do assassinato.

Logo, por diversos aspectos o aborto não é lógico.

E notem que, não se relaciona nada a termos teológicos a discussão, mas sim, somente a termos científicos e legais.



Todavia, para quem quer uma posição religiosa:

Desde o século I a Igreja tem a consciência de que o aborto é pecaminoso. Assim, por exemplo, diz a Didaqué, o primeiro Catecismo cristão, datado de 90-100:
“Não matarás, não cometerás adultério… Não matarás criança por aborto nem criança já nascida” (2,2).

sábado, 26 de março de 2016

As atuais pesquisas sobre o Santo Sudário levam a uma dicotomia em relação a veracidade da Sagrada Escritura?

Mais uma vez estamos na páscoa, e junto desse momento de renascimento, também surgem algumas dúvidas sobre o sacrifício de Cristo.

Hoje não vou me prender na explicação da consciência de Cristo referente aos eventos que o cercaram, mas sim, ao fato sobre o que a ciência vem falando atualmente sobre o flagelo de Cristo e uma possível contradição com a sagrada escritura.

Uns meses atrás uma equipe de pesquisadores da Universidade de Bréscia na Itália, utilizando uma fotografia do Sudário de Turim, desenvolveu um procedimento cefalométrico, onde estudaram o rosto impresso no tecido, gerando uma imagem em três dimensões, nas quais conseguiram estudar melhor os machucados do homem que sofreu o flagelo. Estou me referindo a um sujeito qualquer e não a Cristo por enquanto, para ser o mais imparcial possível.

Os estudos mostraram que o rosto impresso no tecido, possuí uma deformação que leva a crer ser um grande inchaço na mandíbula. Segundo a dentistas e médicos, esse inchaço na realidade corresponde a uma luxação na articulação temporomandibular, ou seja, o homem que foi envolto no tecido sofreu muitos golpes no rosto, até chegar ao ponto de ocorrer uma fratura na mandíbula.

Esse fato colocaria em cheque a profecia de que nenhum osso seria quebrado durante o sacrifício cruento do Messias, ou seja, criando uma dicotomia que leva a seguinte encruzilhada: "Se o tecido for realmente o Sudário de Cristo, então a sagrada escritura está errada, pois Cristo não poderia ter sequer um osso quebrado" ou "Se a sagrada escritura estiver certa, então o Sudário não é de Cristo, pois o rosto impresso mostra ter uma fratura grave na mandíbula".

Foto tirada do Sudário de Cristo em 1931.
A princípio pode parecer algo complicado de refutar, porém existe um porém não levado em consideração pelos céticos, e é relacionado com a definição de fratura de um osso. Para os judeus, romanos e para a maioria dos povos daquele período, uma fratura era reconhecida, somente quando havia o rompimento da carne, ou seja, quando existisse a exposição do osso. Obviamente também reconheciam fraturas não expostas, porém, que levavam a descontinuação do osso na pele. Provavelmente entre poucos povos o conhecimento de que uma luxação poderia representar uma fratura era efetivo, portanto, para as pessoas as quais a profecia foi exposta esse fato ainda não era conhecido.

Portanto, uma profecia teria que ser simples o suficiente para agregar informação a nível de situação e não somente de detalhes. A profecia não teria que explicar o que é uma fratura, mas sim, que não haveria uma fratura definível dentro da situação.

Além dessa característica óbvia da definição do que é uma fratura, também temos a identificação do momento esperado pela quebra de um osso. Esse momento se dá no adiantamento da morte na cruz que os romanos faziam, ou seja, eles causavam a morte por um fator não necessariamente da cruz, mas sim por uma asfixia espontânea. Quando uma pessoa era crucificada, além da hemorragia e da desidratação, essa pessoa ia perdendo a função pulmonar com o tempo, devido ao enrijecimento dos músculos do peito, costas, braços e pescoço, o que inviabilizava o ato de inspirar e expirar, porém isso poderia levar horas, ou mesmo dias, sendo que com isso os flagelados ficavam muito tempo expostos aos olhares de todos. 

Como a época era de páscoa, e muita movimentação popular ocorria, foi pedido que se removessem os corpos das cruzes o quanto antes, com finalidade de não gerar revoltas, devido ao fato dos flagelados poderem ser motivos de revoltas ou mesmo de identificação com mártires. Portanto para acelerar a morte, bastava quebrar as pernas dos condenados, o que removia o apoio do corpo e então levava ao estiramento de todos os músculos de suporte do corpo, provocando asfixia.

Quando a profecia diz que não haveria a quebra de nenhum osso de Cristo, ela se refere ao tipo de morte que o Messias teria, ou seja, a morte de cristo não seria por asfixia, mas sim por hemorragia. A ideia por morte de hemorragia é vinculada ao fato de que o sacrifício para o judeu é um evento cruento, ou seja, deve haver o escape de todo o sangue do sacrificado, uma vez que o sangue era considerado o envolucro da alma e da vida como um todo, uma vez que a perda de muito sangue levava e leva a morte.

Portanto, obviamente a sagrada escritura está correta, e mesmo com uma fratura no rosto, aquele tecido pode ser o Sudário de Cristo.

Fonte: http://www.infovaticana.com/2015/11/07/jesucristo-sufrio-una-luxacion-mandibular-por-los-golpes-recibidos/

sábado, 12 de setembro de 2015

Bicentenário de Dom Bosco.

No dia 16/08/2015 celebramos o bicentenário de nascimento de São João Bosco, ou mais comumente conhecido como Dom Bosco. Nascido em uma comuna próxima a Turim (Castelnuovo, província de Asti - Itália), filho de camponeses, desde cedo conheceu uma vida de grande pobreza, ficando órfão de pai com dois anos, o que gerou em sua vida uma grande necessidade de levar ao próximo todo o sentimento paterno que não teve chance de vivenciar, educando, alimentado e evangelizando jovens.

Aos 9 anos de idade Jesus lhe aparece em um sonho, dizendo para seguir Maria e educar jovens pobres, e assim com 11 anos, ele parte para Turim onde inicia sua vida de jovem sacerdote, visitando as prisões e ruas da cidade, o que lhe trouxe grande preocupação e então, o que levou-o a criar um oratório, onde educava os jovens baseado em três fundamentos: Razão, Religião e Amabilidade.

Em 1859 funda a congregação Pia Sociedade de São Francisco de Sales, que ficou conhecida como Salesianos, e em 1872, juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fundam a vertente feminina dessa congregação, conhecida como Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.

A obra de Dom Bosco ainda hoje vive de forma pulsante, ajudando jovens em mais de 2000 comunidades espalhadas por 132 países. Fazendo a função de educar e alimentar, fato esse que é obrigação do estado e não da Igreja.

Em comemoração a esses 200 anos de Dom Bosco, as relíquias desse Santo estão percorrendo as comunidades Salesianas pelo mundo, permanecendo uma semana em cada local. Essa semana as relíquias se encontraram em minha comunidade, na igreja Nossa Senhora Auxiliadora na cidade de São Carlos. Abaixo algumas fotos dessas relíquias que normalmente se encontram em Turim.

Urna de vidro, com uma reprodução em porcelana de Dom Bosco. As vestimentas que se encontram na reprodução são as que foram usadas pelo Santo durante sua vida.


Urna com pedaço do cérebro de Dom Bosco

Urna com pedaço do cérebro de Dom Bosco

A urna que reproduz o descanso de Dom Bosco não tem o tamanho natural do Santo, mas sim uma reprodução. Ao lado temos minha mãe.


domingo, 5 de julho de 2015

O que é Liberdade?

Deus criou o homem e a mulher como seres dotados de alma e fé, com um grande objetivo que é ser livre e como consequência dessa liberdade, também ser feliz, dessa forma, a liberdade e a felicidade são complementares.

Por Deus ser a maior expressão de liberdade e felicidade, busca-Lo te leva à tão querida liberdade .
Porém o que é liberdade?

A liberdade é um estado bastante confundido quando se tenta defini-la, pois acredita-se que a liberdade é uma expressão da vontade, ou seja: “Faço o que quero!”
Porém essa definição é completamente incorreta, pois epistemologicamente o “Faço o que quero!”, leva até a formação de uma escravidão da atitude e da vontade, pois tudo o que traz ordem acaba por ser refutado, em busca do caos.

Forma de liberdade criada pelas leis humanas: A Liberdade Guiando o Povo, de Delacroix (1830): uma personificação da liberdade. A liberdade, antigamente, era vista como resultado de batalhas e de imposição de vontades e justiças.


Deus é a completa organização, porém não uma organização da lógica limitada humana, mas sim uma lógica que transcende a vontade e o caráter de personalidade humana.
Logo a liberdade garantida biblicamente, não é a liberdade de atitude, mas sim a liberdade de poder se livrar da materialidade, com isso, para ser livre e consequentemente feliz existe a necessidade do temor a Deus.

Silogisticametente:
Se para ser livre eu tenho que buscar a liberdade, e a liberdade é expressa totalmente por Deus, logo temos que buscar a Deus.


Segundo Baruch Espinoza a liberdade é intimamente ligada com a natureza do homem. Como o homem é uma criação de Deus, criada por Ele e para Ele, a sua natureza é divina. Logo sua liberdade é uma expressão de atitude referente aos desígnios divinos de Deus, jogando por terra a teoria de que a mesma é somente uma expressão da vontade humana.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Laico?

Na teoria um país ou nação com posição neutra frente o campo religioso pode ser chamada de Estado Laico, porém não quer dizer que a crença em Deus seja algo nulo, mas sim, não existe uma única religião reconhecida pelo estado, como ocorre com diversos países muçulmanos,  sendo que no Estado Laico não existe a discriminação de nenhuma religião, ou seja, assim como não se privilegia nenhuma vertente religiosa, também não existe apoio ao ateísmo, pois se assim fosse, não seria imparcial.

No Estado Laico existe a garantia de liberdade religiosa a todas as pessoas, permitindo a expressão de sua crença, desde que não venha a ferir a liberdade das outras pessoas, ou seja, impor uma crença à força, seja essa, uma crença teísta ou uma crença ateísta. A garantia de que uma religião não pode ser reprimida está muito ligada ao fato de que uma religião faz parte da gama cultural de uma sociedade, sendo que a repressão de qualquer forma de expressão da crença seria reprimir uma característica de cunho muitas vezes popular.


Cristãos Coptas (Copta significa Egito), sendo preparados para o assassinato em massa por terroristas muçulmanos, que misturam estado e religião como uma coisa só, sendo que não segui-la é um crime contra o estado e contra Deus, punível com morte. 

O Laicismo prega a não influência religiosa nas decisões dos três poderes, assim como a não influência externa nas decisões clericais, ou seja, assim como considera que a religião não tem competência para tomar decisões políticas, considera que o estado não tem competência para julgar um fato teológico.

Dentro da Igreja Católica o nome Laico vem do grego (Laikos) e quer dizer "do povo", ou seja, trás a ideia de fora de uma esfera específica, logo tal situação se caracteriza o leigo. Sintetizando assim a ideia da pessoa que não recebeu a ordem sacerdotal.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Um pouco mais sobre o deus das lacunas

Muitas pessoas por questão de tradição, acabam por refutar completamente de suas vidas a ciência, acreditando que a mesma não passa de um grande engodo com finalidade de destruir as religiões.
É óbvio que as religiões, principalmente às cristãs foram grandes apoiadoras do desenvolver de métodos científicos, e o grande intuito disso era de se criar um padrão de interpretação do que pode ser considerado milagroso, ou seja, algo que extrapola os meios naturais. Com isso a igreja católica foi a primeira instituição clerical que financiou e criou as primeiras universidades e corpos médicos.
Em alguns casos existe um certo confronto entre religiosos e cientistas... Pelo menos é o que querem que todos nós pensemos.
Quando se tenta provar que a ciência está errada pois ela se opõem a alguma parte da Bíblia, sem levar em consideração os fatos históricos e sociais de uma determinada região, somente se cria um monstro chamado deus das lacunas, que é baseado em argumentos falhos. É muito comum se confundir a inspiração divina com a verdade nua e crua descrita de maneira irredutível e sem figuras de linguagem, e essa falsa fé não é saudável ao cristianismo, pois leva o fiel ao fanatismo e não ao esclarecimento.

Quadro de Tintoretto: Criação dos animais. Alegoria do Gênesis
A ciência não é um meio da refutação de Deus, mas sim um meio do esclarecimento frente as ações do Altíssimo. Algumas vezes o que está escrito no Gênesis é tido como a verdade absoluta escrita com as próprias palavras que Deus usou para inspirar o escritor, sem considerar as metáforas e a necessidade do inspirado se usar de imagens simples para que o povo conseguisse criar uma foto mental do fato relatado e então difundi-lo. Seria ponderável o relator divino falar que nem todos os animais marinhos com nadadeiras não eram peixes, mas que algumas era mamíferos, assim como as cabras criadas entre as montanhas? Bem provavelmente isso poderia causar desconfiança e falácia sobre o que o inspirado relatava e dessa forma tudo se perderia nas areias  do tempo. Logo as imagens para simplificar a natureza foram necessárias para que um povo que ainda não tinha desenvolvimento científico suficiente para distinguir cetáceos de peixes, conseguisse abstrair a mensagem de que Deus criou um magnifico e inteligente mecanismo chamado natureza.
O grande problema do fanático é que essa pessoa não aprender a enxergar a inteligência de Deus, ou seja, Deus não cria coisas estáticas, que a todo instante necessita de Sua intervenção, desde o movimento de um elétron nos orbitais de um átomo, ou até o surgimento de galáxias, fazem parte do mecanismo inteligente que Deus criou, mas não quer dizer que uma pequena e infinitesimal mudança da rota do elétron ou de um fragmento de bólide se choque com um outro pedaço de rocha estelar, isso seja a ação inerente de Deus.
O ato impensado de que algo inútil seja atrelado a ação de Deus acaba por levar a ideia de que Deus não nos dá tanta liberdade, pois se Ele interfere a todo instante no natural, e nós somos pertencentes ao natural, logo não seríamos livres... Ou seja, um grande exemplo de deus das lacunas, uma grande hipocrisia!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Contraste entre uma mente pessimista e uma mente feliz!


Conhecer a realidade e ser infeliz ou abdicar do conhecimento para ser feliz...  Conhecer a Deus é conhecer a realidade e ser feliz.


sábado, 10 de janeiro de 2015

Assassínios

Essa semana ocorreram atentados na França e o mundo se encontra horrorizado (e é para estar mesmo... são atos deliberados e absurdos), nada justifica matar uma outra pessoa. Porém estão querendo transformar os cartunistas em mártires, como se os mesmos fossem grandes vozes da libertação intelectual, só que na verdade, esses cartunistas não passavam de um bando de preconceituosos e que tinham complexo de Édipo de forma extremamente explicita!
Eu como católico detestava as coisas que eles faziam com os muçulmanos, e eis a explicação:
O cara nasce em uma cultura onde desde a infância o sentido de tudo é Deus, tudo o que esse cara quer, devido ao seu aprendizado, é ir para o céu. Lógico que existem pessoas más, que se usam dessa disciplina religiosa para ter poder em mãos, porém o cara que é tido como fanático, ele está fazendo algo que para ele simboliza seu amor maior ao que faz mais sentido em sua vida. Por isso não existe medo da morte por parte dessas pessoas. Essa forma de apresentar Deus é bastante diferente do Deus cristão, pois, Ele se apresenta um pouquinho mais a cada dia, ou seja, é o chamado Deus oculto. Existe uma analogia bastante interessante que demostra essa diferença "O Deus do islã se apresenta como o sol, que desde a idade menos madura é um fato indiscutível a sua presença, enquanto que o Deus cristão se aparece aos poucos, você a cada dia vai O conhecendo, ou seja, Ele te dá uma felicidade nova por dia!"
Julgar os terroristas é fácil, pois matam pessoas inocentes, porém no caso desses cartunistas eles não eram tão inocentes assim, eles tinham prazer em escarnecer o que é de mais importante na vida dos outros... Quem não crê não faz ideia de como é doloroso ver o que você almeja todos os dias estar em imagens pornográficas ou que rebaixam a um nível de que os nazistas faziam com os judeus (comparavam os mesmos com macacos pois eram menos desenvolvidos intelectualmente).
O pior de tudo é que eles sabiam do risco que corriam e até andavam com escolta policial, logo acreditavam que atentados contra eles eram fatos possíveis! 
O grande problema de um atentado é que para o mesmo ser objetivo, ou seja, destruir o alvo, ele não vai ser cirúrgico (matar somente uma pessoa), ele vai ser generalizado, ou seja, vai matar tudo o que tem a volta para garantir que o alvo não escape. Então esses cartunistas colocaram em risco a vida de muitas outras pessoas, e isso não é uma coisa que a mídia fala! Eles tem culpa sim da morte das outras pessoas e que isso fique claro para quem está defendendo esses marginais.
O que eles faziam não era arte, mas sim a disseminação de preconceito religioso!
Hoje quando se publica algo referente a preconceito étnico, sexual e social, quem o faz pode ser punido... mas por que preconceito religioso é considerado algo tão passível a ser tolerado. Isso tem que acabar... e as pessoas que agem preconceituosamente frente a qualquer pensamento religioso tem que ser criminalizada sim!
A religião envolve doutrina, filosofia, cultura e fé, a fé é algo extremamente complexo de explicar, por isso muita gente não entende o que a mesma é, pois não compreendeu a grandeza envolvida em tal conhecimento. Como citei a religião envolve também cultura, e preconceito cultural também é crime. Se eu ridicularizar algo que uma pessoa não crente em deus gosta ou acredita (sim quem se diz não crente é burro, pois crença é algo implícito na epistemologia... para propor algo você precisa acreditar em tal coisa) eu serei chamado de preconceituoso.
Então antes de chamar esses cartunistas de mártires pense no ódio e preconceito que eles estavam disseminando... era algo criminoso!


domingo, 7 de dezembro de 2014

Salvar a própria vida é agir contra Deus?

Uma das piores coisas é quando você tenta mostrar algo a mais para as pessoas, mas essas não estão dispostas a ver. Estava eu debatendo com umas pessoas referente existirem alguns erros justificáveis frente a definição do que as pessoas entendem como pecado. 

O que é o pecado?
O pecado é uma ação deliberada de própria vontade do indivíduo negando sua crença.
Ou seja, o pecado condenável é aquele que ocorre com intuito de ocorrer. 
Porém se uma pessoa bater em outra por pura diversão (por exemplo), mas nunca foi instruída do erro, quem não instruiu ou se omitiu frente a educação da pessoa, é quem comete o pecado, ou seja, o pecado existe, é feito por uma pessoa, mas a coitada não sabia que tal ato era passível a uma condenação. Logo essa pessoa teria pecado de forma autônoma? Não... existe um erro embutido no ato de quem não ensinou.

Existe uma frase dita entre os catequistas da Igreja Católica que exprime isso: "Se um dia um catequizado for parar no inferno, é de se esperar que seu catequista chegou lá primeiro"

Na minha discussão eu dizia que se alguém colocar uma arma na sua cabeça e falar para você se pronunciar contra Deus, e assim você o fizer, isso não pode ser considerado algo condenável, uma vez que a pessoa está falando o que o coração e a cabeça não estão querendo expressar.

Meus argumentos eram embasados no ato de Pedro, que negou Cristo três vezes pelo medo da morte física e mesmo assim se tornou um grande pilar da Igreja (sendo martirizado no fim da vida), nada o impediu de ter uma vida Santa, pois o arrependimento frente ao pecado de negar a Deus foi instantâneo nesse caso. E como Deus é atemporal, o perdão também ocorreu junto, sendo nulo então o ato do pecado.

Porém ocorreu de diversas pessoas virem correndo tentar me rebater com passagens da bíblia, na qual diziam referente ao desapego da vida. Houve até um rapaz que disse que eu devia morrer nessa situação, porem negar jamais!

A maioria das pessoas pegam a Bíblia na mão e a interpretam da forma que querem, muitas vezes sem um aprofundamento etimológico, epistemológico, filosófico, histórico, teológico e social/político. E cria-se dois grande caminhos para o erro. O primeiro é a interpretação ao pé da letra das escrituras sagradas. Cristo deixou bem claro que antes das leis deve vir o amor a Deus e ao próximo. E o segundo erro é a interpretação do texto ao bel prazer e conveniência de quem o lê. Li, "interpretei" sem bases concretas, não gostei... vou fundar uma nova religião, ou criticar as que tem por ai!  

É de extrema importância ler a Bíblia Sagrada, porém, também é de extrema importância procurar edições confiáveis da mesma, e estudar correntes de raciocínio e teologia para enriquecer o vocabulário, o silogismo, a cultura e a interpretação dos textos. A mensagem da Bíblia é infalível, porem nem sempre que a lê compreendeu a infalibilidade da mesma!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Cristianismo e Mitraísmo eram a mesma coisa?

Muitas pessoas que criticam o cristianismo, usam como jargão o fato de antes dos imperadores romanos o aceitarem como religião oficial do império, o cristianismo tinha um forte concorrente entre as chamadas religiões pagãs e era o Mitraísmo esse concorrente.

Essas pessoas usam a ideia de que o cristianismo usou de artimanha a cópia de diversos fatos dessa religião, pois usam como data do nascimento da figura central a 25 de dezembro e de Mitra ser um deus de caráter benevolente. Porém quando analisamos superficialmente o que é o Mitraísmo, reconhecemos facilmente que essa antiga religião foge do contexto do cristianismo.

Um outro fato que pessoas menos esclarecidas também confundem é que o adorno que os bispos usam na cabeça, que é a mitra, é vinculado a figura do ser mitológico, dizem eles. De fato a deidade Mitra aparece com um adorno cobrindo a cabeça, porém, a mitra episcopal não é vinculada a tal fato, mas sim o nome mitra vem do grego e significa faixa para cabeça. A mitra tem origem no camelauco que por sua vez surge do fato de que a tradição contra que Pedro usava um sudário (pano para limpar o suor da testa) na cabeça durante sua missão.


O nome da deidade vem do assírio e era chamado Mylitta e tem muito mais a ver com o termo militar do que com o termo mitra do grego. Esse fato é comprovado, uma veze que Mitra era a deidade mais popular dentre os soldados das diversas regiões onde se pregava o seu culto.

Mitra é simbolizada como uma mulher degolando um touro, uma vez que a mulher representava a pureza e o touro degolado a liberação do pecado. A atitude do degolar era comum na cultura judaica e provavelmente incorporado pelos mitraístas, pois simboliza o ato de passar o pecado a um ser que o recebesse e morresse pelo pecador. Uma mulher degolando o receptáculo do pecado simbolizava a pureza vencendo a fuga para o mal. O cristianismo é derivado da cultura judaica, porém não poderia ter copiado a ideia de redenção dos pecados do mitraísmo, logo o mitraísmo que herdou tal ideia. Além da espiação, o sangue jorrado representava a imortalidade, uma vez que as pessoas dessa época consideravam que o sangue guardava a vida do ser, pois sempre que o mesmo esvaia, o maculado vinha a óbito.

Mitra era simbolizada como o Sol Invicto pelos romanos, pois a mesma era considerada a deusa da benevolência, dos soldados, da pureza, da vitória dentre outras coisas. Uma curiosidade referente a Mitra é que a Estátua da Liberdade, que se encontra na Ilha de Manhattan (um presente da França aos EUA), tem seus traços inspirados nessa deusa.

A deusa Mitra inflige o sacrifício enquanto que Cristo recebe o sacrifício, logo é um antagonismo e uma quebra de paradigma para o período. 

Mitra é nascida no dia 25 de dezembro, pois é o solstício de inverno (em torno de 22 de dezembro no hemisfério norte), e esse era um período onde haviam festas e as pessoas vislumbravam algo de bom, muitos conflitos eram sessados nessa época. Diversas religiões escolheram essa data para simbolizar o nascimento de seu símbolo maior, pois era o nascimento da boa nova para eles.

O Mitraísmo era uma religião que tinha raízes na ideia de oposição entre o bem e o mal e do espírito e a matéria, logo, era toda baseada no dualismo. Algumas vezes isso pode parecer comum ao cristianismo, porém isso não procede, pois o cristianismo não gera uma luta entre o bem e o mal, mas somente o foco ao bem, e também não gera o conflito da matéria com o espírito, uma vez que o próprio Cristo se fez carne entre nós.

A deidade também se mostra próxima a Apolo e a Thor, pois corria no céu com uma biga ou carruagem que puxava o sol, espantando o mal (trevas), mais uma semelhança com o caráter de dualidade das raízes da religião mitraica.

Portanto cristianismo e mitraísmo não são tão parecidos quanto parece.  

sábado, 14 de junho de 2014

A Cruz invertida seria um Símbolo Satânico?

Na mitologia moderna, muitas vezes busca-se simbologias de períodos medievais ou mesmo pré-medievais, para que se possa criar histórias, analogias e mesmo lendas para destruírem alguns mitos. Porém muitas vezes a utilização dessas simbologias acabam que por serem levianas, pois quem às propõem não tem conhecimento frente ao fundamento de tais símbolos.

Muitas pessoas, que por se sentirem incomodadas com a Igreja, pois acreditam que a mesma só tem regras para limitar a liberdade humana (ideia dessas pessoas em grande maioria ligada ao caráter sexualidade), acabam ficando traumatizadas com uma restrição que a instituição sugere frente ao bom convívio social (uma vez que as constituições dos países ocidentais e grande parte do texto de direitos humanos, são baseadas no cristianismo como estrutura básica do bom convívio social), e dessa forma como uma ação de contra controle se rebelam e tentam criar movimentos para baterem de frente com o que eles não concordam.

O grande problema é que essas pessoas esquecem de uma premissa: "Se consideramos que a Igreja responde por Deus, logo, devemos nos adequar a Deus e não Ele a nós!"

O não concordar com algo, não deve ser sinônimo de revolta, mas sim de procurar compreender a questão do por que não se concorda com tal fato que a grande maioria aceita como correta. A revolta frente a uma "regra" não pode ser impulsiva e sem estudo, pois ela acaba somente gerando respostas infundadas para o traumatizado.

Um exemplo é o de uma imagem que surgiu na idade média e que é muito difundida dentre os revoltosos com a Igreja Católica.

Acreditava-se que o céu ficava em direção das nuvens e o inferno em direção ao solo, logo, se uma imagem tivesse sua cabeça virada para o chão, ela teria seus pensamentos no inferno e não no céu, o que nos remete ao Satanismo.

Imagens que são consideradas Satânicas geralmente seguem esse padrão, portanto é comum ver o Crucificado de ponta cabeça, para simbolizar o inverso do bem. Porém, essa imagem na idade média não se referia ao satanismo e ainda hoje no leste europeu ela não tem ligação icônica com o demônio necessariamente. Mesmo no Vaticano essa imagem muitas vezes é comum, o que intriga as pessoas e logo começam acreditar que existe um caráter demoníaco na Igreja.

A simbologia da cruz invertida ganhou essa conotação errônea devido a ignorância que as pessoas tem frente ao caráter de simbologia antiga. Na verdade a Cruz Invertida, de satânica ela não tem nada, mas sim, é um grande símbolo que comprova a fé do usuário nos Papas e muitos mártires da Igreja Católica, que foram crucificados de forma invertida para servirem de diversão aos Romanos.

Visita de João Paulo II à Terra Santa em destaque o Trono Papal com a Cruz de Pedro.

São Pedro é o mártir mais famoso que foi crucificado de forma inversa, muitas pessoas costumam dizer que ele assim foi crucificado pois não acreditava ser digno de morrer da mesma forma de Cristo, porém, esse fato é apócrifo, na realidade essa estava se tornando uma prática entre os Romanos, para se divertirem e até mesmo causarem uma morte mais dolorosa a essas pessoas. 

Martírio de Pedro na Cruz invertida: Símbolo Papal.

Como São Pedro foi o primeiro Papa e assim é reconhecido não somente pela Igreja Católica, mas também pela Igreja Ortodoxa, o símbolo da cruz invertida acabou sendo vinculado ao Papado. Portanto o uso da mesma não quer referir-se a um agente do demônio, mas sim um agente que acredita na palavra do Papa como verdadeira voz de Deus quando se pronuncia em ex-cátedra.

Resumindo: Existem muitas pessoas que são revoltadas com algum determinado fato que a Igreja diz como verdade e tentam agir com algum contra controle, porém na realidade, estão somente propagando um sinal de fé que não tem ideia de sua simbologia.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Monoteísmo - Um pouco sobre sua origem.

Conseguir datar um período histórico de surgimento do monoteísmo é extremamente complexo, pois existem registros de grupos humanos extremamente antigos que adoravam uma única deidade. Não sabe-se dizer se esses grupos somente possuíam uma única deidade pelo fato de não terem desenvolvido abstração para reconhecer os efeitos naturais inexplicáveis na época e conectarem a ideia dessa falta de explicação ser a ação de uma força fora da natureza, ou se a adoração a uma única deidade se relaciona a ideia de que um deus não se limitaria a uma característica só.

O cristianismo e o islamismo se fundamentam no judaísmo que é uma religião monoteísta, levando assim uma dificuldade de compreender como se desenvolve a epistemologia da crença monoteísta para um cristão tanto antigo quanto moderno.

Porém antes de buscarmos a ideia de monoteísmo, temos que saber que existem ao menos duas formas de pensar bastante próximas do monoteísmo e são elas o Henoteísmo e a Monolatria.

* Henoteísmo: Adorar um deus único, aceitando a existência, ou possível existência, de outras divindades. Ou seja, é muito parecido com passagens do Antigo Testamento, onde o povo Hebreu aceitava a ideia de um Deus do seu povo, porém não descartavam que os egípcios também tinham as suas divindades.

* Monolatria: O reconhecimento da existência de muitos deuses, mas com a adoração consistente de uma única divindade. Parecido com o que os gregos faziam em idolatria a um deus, se dedicando e servindo a uma divindade, se sagrando clérigos e servas de deuses como Apolo ou Atena.

 Apolo: O deus grego do sol, corria com uma biga pelo céu, puxando o sol acorrentado na parte de trás, sendo que representava a luz do dia. Foi um dos deuses mais cultuados na grécia.

Essas formas de interpretação das crenças podem em muito ter fortalecido o monoteísmo como uma corrente forte dentro das religiões.

Dentro do próprio monoteísmo temos diversas formas de o enxergar:

* O deísmo postula a existência de um único deus, o criador de tudo na natureza. Alguns deístas acreditam em um deus impessoal que não intervém no mundo, enquanto outros deístas acreditam na intervenção através da Providência. Existem bases do cristianismo que se fundamentam nessa forma de pensar, onde deus não precisa ser o responsável por um evento natural de forma direta, sendo que tal fenômeno ocorre simplesmente por consequência de Deus ter criado a natureza.

* O panteísmo sustenta que o Universo em si é Deus. A existência de um ser transcendente estranho à natureza é negado.Um pouco da ideia de Deus sustentada do Espinoza remete ao panteísmo, pois ele ligava Deus à natureza e a natureza a Deus, não podendo desvincular um do outro.

* O panenteísmo é uma forma de monoteísmo monista, que sustenta que Deus é todo da existência, que contém, mas não é idêntico ao, Universo. O único Deus é onipotente e onipresente, o universo é parte de Deus, e Deus é tanto imanente quanto transcendente.

* O monismo é o tipo de monoteísmo encontrado no Hinduísmo, englobando o panteísmo e o panenteísmo, e ao mesmo tempo, o conceito de um Deus pessoal. 

* O monoteísmo substancial, encontrado em algumas religiões indígenas africanas, sustenta que os inúmeros deuses são formas diferentes de uma única substância subjacente. Ou seja os deuses são expressões da natureza como um todo, sendo que esses deuses podem ser limitados pela mesma. Algumas religiões do centro da Europa também tinha características bastante próximas dessas religiões africanas. Essas formas de pensar acabavam por levar ao surgimento de seres baseados nos elementos, conhecidos como Elementais, que podem ser reconhecidos em todas as religiões de características tribais.

 Cernunno: Deidade do politeísmo celta, também conhecido como deus com chifres, sendo uma representação zooantropomorfa de homem com cabeça de cervo, levando a ligação da natureza ao homem, formando a crença aos elementais. Não se sabe qual era o culto a essa deidade, acredita-se que seja algo vinculado a fertilidade, uma vez que possui um aspecto muito próximo de um Sátiro da mitologia grega.

* O monoteísmo trinitário é a doutrina cristã da crença em um Deus que É três diferentes pessoas; Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. A crença cristã sobre a individualidade de Deus se mostra a mais complexa, pois não existe uma explicação simples da necessidade de Deus Ser três pessoas ao mesmo tempo. Porém é a que mais se aproxima de um Deus que extrapola a natureza e a epistemologia humana, uma vez que as deidades são sempre baseadas em fatos que se manifestam na natureza.

Mais informações em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Monote%C3%ADsmo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Exorcismo e Possessão existem?

Exorcismo é uma palavra que vem do latim, e significa "Fazer Jurar", e designa um ritual onde um sacerdote expulsa em nome de Deus um espírito ruim do corpo de uma pessoa. Porém o ato de tal ritual não é permitido pela Igreja Católica sem o consentimento do alto clero. 

Segundo a filosofia e doutrina da Igreja Católica, um espírito mau não tem poder de possuir uma pessoa, uma vez que Cristo se sacrificou pelas pessoas e lavou a alma das pessoas nascidas, não nascidas e mortas (devido seu caráter atemporal), com seu sangue. Existem padres exorcistas que afirmam nunca terem feito um ritual de exorcismo na vida, e quando foram solicitados, fizeram um trabalho psicológico com a pessoa.

Exorcismo retratado por Francisco Goya, com São Francisco Borja em ação. Existe bastante da crença do pintor na pintura, e essas imagens permeiam e permearam a cultura e tradição das pessoas, o que faz até hoje com que muitos acreditem em possessão.
Na época de Cristo era muito mais simples dizer que a pessoa tinha um espírito ruim no corpo, do que tentar explicar que aquilo que ela tinha era uma doença por causa se algum distúrbio do cérebro. Muitas pessoas podem dizer que naquele tempo eles não tinham conhecimento frente a essas coisas, mas sabemos que o cérebro já era estudado por povo, como os egípcios e mesopotâmicos, em épocas muito mais antigas de que a que Cristo passou na Terra. 

Imagem de como era feito uma trepanação na idade média: O Crânio era aberto e um metal ponte agudo era inserido com finalidade de estourar coágulos ou bolhas, liberando a pressão no cérebro. 
Entre as doenças mais comuns, que levavam as pessoas a crerem que uma pessoa tinha um demônio no corpo era a epilepsia, que causa movimentos involuntários de torção do corpo, revirar dos olhos, espumar da boca, delirar e enrolar da língua. Hoje sabemos e há tratamento para a referida doença, porém na época, parecia que era algo distante das coisas de Deus, devido o caráter forte da imagem de uma pessoa que sofre de tal enfermidade.

Outro fato que faz com que um católico não pode crer em possessão, é uma passagem do evangelho, em que Cristo fala sobre o Rico e Lázaro. Essa passagem é muito rica em simbologia, sendo que o próprio homem rico não tem nome, pois simboliza o fato do mesmo perder sua personalidade por preferir as coisas materiais às coisas de Deus. 
Lázaro e o Rico
Nessa passagem Cristo conta a história de um pobre e doente, que comia as migalhas de um rico que não ligava e se fazia de despercebido frente ao miserável. Quando os dois morrem, o que sofreu em vida encontra descanso e o que maltratou sofre pela eternidade. Um dia aparece Lázaro e Abraão na beira do abismo, e eles olham para baixo e notam a presença do Rico, que pede para Abraão ajuda-lo, mandando Lázaro descer e matar sua sede, tocando sua língua com o dedo úmido em saliva, pois o local era muito quente. Porém Abraão responde que não dá para para percorrer o abismo, pois é muito fundo e grande, e quem está nos opostos não tem como se encontrarem. O Rico então pede que Lázaro volte a Terra e fale com seus irmãos, mas Abraão diz que não há como voltar a Terra também, pois o abismo também é valido entre esses dois planos. (Lucas 16, 19-31)

Cristo deixa claro que não tem como haver movimentação entre o Céu, o Inferno e a Terra, logo almas não podem mudar de planos. Como muitas almas ruins são chamadas de demônios, os mesmos também não podem passar de plano para plano.

Um outro caráter importante é no amor de Deus, se Ele nos ama, por que iria permitir o mau extremo nos possuir? Não faz sentido para um demônio possuir uma pessoa, uma vez que os atos do possuído são atribuídos ao demônio e não ao possuído. O que o demônio espera atos conscientes do hospedeiro, pois do contrário o mesmo não está a pecar e com isso não pode corromper sua alma.

Logo um católico não pode acreditar em possessão, nem mesmo em possessão de caráter bom, como pessoas boas que morreram, mas que podem se conectar via algum canal com os chamados médiuns. O Vaticano tem até mesmo uma certa restrição em reconhecer aparições de Nossa Senhora, uma vez que não faz sentido ela ficar aparecendo, já que ela é tão criatura quanto qualquer um de nós (e assim ela quer que a vemos), se Deus quisesse que as pessoas se convertessem usando essa metodologia, então por que não há registros de aparições de Cristo? Seria bem mais coerente.

Portanto devemos ser coerente e ter fé no evangelho, com certeza  no que conhecemos frente a possessão Cristo pode ter agido mais como um médico ou um psicólogo do que realmente um exorcista, e é isso o que os padres são instruídos, a detectar o problema psicológico ou patológico e encaminhar a pessoa a um especialista. O ritual (uma oração que pode ser feita), muitas vezes é desenvolvido por causa do psicológico do enfermo, porém não tem como expulsar um demônio do corpo da pessoa, já que lá não tem nada de sobrenatural.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O que é um Antipapa?

Os Antipapas foram pessoas que se tornaram Papa sem haver um conclave, ou seja, chegaram ao poder mais alto do clero de forma não convencional.
Existem duas formas para um Papa deixar o Pontificado, e são elas com a morte do mesmo ou com a renúncia. Após um desses eventos existe uma votação entre os cardeais, que elegem com a inspiração do Espírito Santo um novo Papa.

Um critério muito relevante ligado aos Antipapas foram disputas políticas dentro da igreja e nos reinos importantes da época. O poder da nobreza era tão influente dentro da igreja da época que muitas vezes o filho que não era varão, tinha como destino tornar-se padre e muitas vezes bispo na adolescência, sem mesmo que o menino tivesse vocação ao sacerdócio. Com isso o filho primogênito tinha o poder militar na mão e o outro filho o poder espiritual popular sob seu comando, tornando assim um centro familiar extremamente unificado e poderoso.

Muitas vezes na história da igreja, muitos Papas chegaram ao poder não por serem realmente cardeais vocacionados, mas sim, por simples critérios políticos, logo diversos atos que esses homens tomaram não representaram os ideias verdadeiros da Igreja, sendo errôneo culpar a mesma por esses erros.
Algumas famílias importantes como Pierleoni, Orsini e Segni, tiveram Antipapas, sendo as duas últimas exemplos de grupos poderosos que colocaram mais de um comandante frente ao poder clerical. 

Os Orsini tiveram,Celestino III (Nascido no seio da família Orsini - seu pontificado foi de 30 de março de 1191 a 8 de janeiro de 1198), Nicolau III (Giovanni Gaetano Orsini - Pontificado de 25 de Novembro de 1277 a 22 de agosto de 1280), Bento XIII (Pietro Francesco Orsini - pontificado de 29 de maio de 1724 a 21 de fevereiro de 1730).
Escudo da poderosa família italiana Orsini.
Os Segni tiveram no poder os Antipapas Inocêncio III (Lotário de Segni - Pontificado de 8 de janeiro de 1198 a 16 de julho de 1216) e Gregório IX (Ugolino di Anagni filho do Conde de Segni e sobrinho de Inocêncio III - Pontificado de 19 de março de 1227 a 22 de agosto de 1241).

Essas famílias prosperaram na Europa se usando da igreja para isso. Num todo podemos dizer a Igreja foi vítima dessas pessoas. Muitos atos hediondos que hoje muitas pessoas atribuem à Igreja na realidade foram causados por esses homens que buscavam o poder e manter as famílias no comando regional.
 
Abaixo temos a lista dos 36 Antipapas que governaram o poder clerical e aqueles que são julgados como Antipapas porém faltam algumas informações mais detalhadas, totalizando 41 nomes.
Antipapa
Em oposição a:

Natálio
Papa Zeferino

Hipólito
Papa Calixto I

Papa Urbano I

Papa Ponciano

Novaciano
Papa Cornélio

Papa Lúcio I

Papa Estêvão I

Papa Sixto II

Félix II
Papa Libério

Ursino
Papa Dâmaso I

Eulálio
Papa Bonifácio I

Lourenço
Papa Símaco

Dióscoro
Papa Bonifácio II

Teodoro II
Papa Sérgio I

Pascoal I
Papa Sérgio I

Constantino II
Papa Estêvão III

Filipe

João VIII
Papa Sérgio II

Anastásio III
Papa Bento III

Cristóvão
entre o Papa Leão V e Papa Sérgio III

Bonifácio VII
entre o Papa Bento VI e Papa Bento VII

entre Papa João XIV e Papa João XV

João XVI
Papa Gregório V

Gregório VI
Papa Bento VIII

Bento X
Papa Nicolau II

Honório II
Papa Alexandre II

Clemente III
Papa Gregório VII

Papa Vítor III

Papa Urbano II

Papa Pascoal II

Teodoro
Papa Pascoal II

Adalberto ou Alberto

Silvestre IV

Gregório VIII
Papa Gelásio II

Papa Calixto II

Celestino II
Papa Honório II

Anacleto II
Papa Inocêncio II

Vítor IV

Vítor IV
Papa Alexandre III

Paschal III

Calixto III

Inocêncio III

Nicolau V
Papa João XXII

Clemente VII
Papa Urbano VI

Papa Bonifácio IX

Bento XIII

Papa Inocêncio VII

Papa Gregório XII

Papa Martinho V

Alexandre V
Papa Gregório XII

João XXIII

Clemente VIII
Papa Martinho V

Bento XIV

Bento XIV

Papa Eugênio IV

Felix V

Papa Nicolau V

 
Podemos ver que diversos são os nomes dos homens que governaram a igreja muitas vezes com intuitos somente de caráter político e não vocacional.