quarta-feira, 28 de março de 2012

ANUNCIAÇÃO

A Anunciação é comemorada no mês de março pois contando apartir do mesmo até dezembro, se tem 9 meses, ou seja o tempo de gestação humano, ou seja, e o mês onde se inicia a gestação da Virgem Maria.

O grande problema envolvido é que não se sabe ao certo se o nascimento de Cristo é mesmo no mês de dezembro. Estudiosos acreditam que a ideia de se atribuir o nascimento de Cristo ao mês de dezembro é que nesse mês, próximo ao dia 25, na Roma antiga, comemorava-se o dia em que o dia demorava mais tempo para acabar, ou seja, era um dia onde o deus sol ficava mais tempo no céu. Por ser um momento comemorativo e de bondade entre as pessoas, com isso a Igreja achou interessante colocar o dia do nascimento de Cristo nessa época. Com isso os meses de março e dezembro se aquiriram entre si uma ligação importante. Mas na realidade, não se sabe o verdadeiro mês da anunciação.


Anunciação, quadro de Sandro Botticelli

A anunciação se dá quando o Anjo Gabriel aparece à Maria e lhe conta sobre a vontade de Deus. Maria fica com medo e diz que não conhece nenhum homem, mas o Anjo a acalma contando que tudo será feito pela obra do Espírito Santo.

Gabriel aborda Maria com a frase: Ave! Cheia de Graça!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A VIDA DE SÃO BRÁS

São Brás foi um Bispo da igreja Católica, que viveu na Armênia entre os séculos III e IV d.C. Foi martirizado pelos Romanos em 316, sendo enterrado em Sebaste na Espanha, daí seu nome ganhou esse novo apelido, sendo conhecido como São Brás de Sebaste ou somente São Brás.

Diz a Tradição Católica que uma mãe desesperada levou seu filho, que estava sufocando com uma  espinha de  peixe até o Bispo Brás, ele então removeu a espinha de forma milagrosa com a mão nua, salvando assim a vida do menino. Com isso foi reconhecido pela igreja Católica após sua morte devido a outros milagres e se tornou o Santo dos males da garganta.

São Brás abençoando o menino sufocado com a espinha de peixe


Sua festa se dá em 3 de fevereiro e nas missas desse dia, tradicionalmente se tem a benção das gargantas, onde o padre cruza duas velas (como pode ser visto na figura acima) e as coloca encostada na garganta do fiel rezando uma benção.


A bênção de São Brás:
Por intercessão de São Brás,
Bispo e Mártir,
livre-te Deus do mal da garganta
e de qualquer outra doença.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ámen.

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Oração a São Brás:

Ó glorioso São Brás,
que restituístes com uma breve oração
a perfeita saúde a um menino que,
por uma espinha de peixe atravessada na garganta,
estava prestes a expirar,
obtende para nós todos
a graça de experimentarmos
a eficácia do vosso patrocínio
em todos os males da garganta.
Conservai a nossa garganta sã e perfeita
para que possamos falar correctamente
e assim proclamar
e cantar os louvores de Deus.
Ámen 

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 Mais informações sobre São Brás podem ser adquiridas em:
http://www.paroquias.org/oracoes/?o=190
http://pt.wikipedia.org/wiki/Br%C3%A1s_de_Sebaste

domingo, 8 de janeiro de 2012

A VIDA DE SANTA TERESA DE ÁVILA (PADROEIRA DOS PROFESSORES)

Teresa de Cepeda e Ahumada nasceu na província de Ávila, Espanha, numa família da baixa nobreza. Seus pais chamavam-se Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz Dávila e Ahumada. Teresa refere-se a eles com muito carinho. Alonso teve três filhos de seu primeiro casamento. Beatriz deu-lhe outros nove.
Aos sete anos, gostava muito de ler histórias dos santos. Seu irmão Rodrigo tinha quase a sua idade, por isto costumavam brincar juntos. As duas crianças viviam pensando na eternidade, admiravam a coragem dos santos na conquista da glória eterna. Achavam que os mártires tinham alcançado a glória muito facilmente e decidiram partir para o país dos mouros com a esperança de morrer pela fé. Assim sendo, fugiram de casa, pedindo a Deus que lhes permitisse dar a vida por Cristo. Em Adaja encontraram um dos tios que os devolveu aos braços da aflita mãe. Quando esta os repreendeu, Rodrigo colocou toda a culpa na irmã. Com o fracasso de seus planos, Teresa e Rodrigo decidiram viver como ermitães na própria casa e construíram uma cela no jardim, sem nunca conseguir terminá-la. Desde então, Teresa amava a solidão.

Quando completou quinze anos, o pai levou-a a estudar no Convento das Agostinianas de Ávila, para onde iam as jovens de sua classe social.
Um ano e meio mais tarde, Teresa adoeceu e seu pai a levou para casa. A jovem começou a pensar seriamente na vida religiosa que a atraía por um lado e a repugnava por outro. O que a ajudou na decisão foi a leitura das "Cartas" de São Jerônimo, cujo fervoroso realismo encontrou eco na alma de Teresa. A jovem comunica ao pai que desejava tornar-se religiosa, mas este pediu-lhe para esperar que ele morresse para ingressar no convento. No entanto, em uma madrugada, com 20 anos, a santa fugiu para o Convento Carmelita de Encarnación, em Ávila, com a intenção de não voltar para casa.

As Carmelitas, como a maioria das religiosas, desde os princípios do século XVI, já haviam perdido o primeiro fervor. Já vimos que os locutórios dos conventos de Ávila eram uma espécie de centro de reunião para damas e cavalheiros de toda a cidade. As religiosas saíam da clausura pelo menor pretexto. Os conventos eram lugares ideais para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram muito numerosas. O Convento da Encarnação possuía quase 200 religiosas.
Já que esta situação era aceite como normal, as religiosas não se davam conta de que o seu modo de vida estava muito distante do espírito de seus fundadores. Assim, quando uma sobrinha de Santa Teresa, também religiosa no Convento da Encarnação, lhe deu a ideia de fundar uma comunidade reduzida, a santa, que já estava há 25 anos naquele convento, resolveu colocar em prática o plano.

São Pedro de Alcântara, São Luís Beltrán e o bispo de Ávila aprovaram o projeto. O provincial dos Carmelitas, Pe. Gregório Fernández, autorizou Teresa a colocar seu plano em prática. Contudo, a execução do projeto causou muitos comentários e o provincial retirou a permissão. Santa Teresa foi criticada pelos nobres, pelos magistrados, pelo povo e até por suas próprias irmãs. Apesar disso tudo, o dominicano Pe. Ibañez incentivou Teresa a prosseguir seu projeto.
São Pedro de Alcântara, Dom Francisco de Salcedo e o Pe. Gaspar Daza conseguiram que o bispo tomasse a causa da fundação do novo convento para si. Eis que chega de Roma a autorização para se criar a nova casa religiosa, o que ocorreu no dia de São Bartolomeu, em 1562. Durante a missa receberam o véu a sobrinha da santa e outras três noviças.


Santa Teresa de Ávila por Rubens
 
Em 1580, quando estabeleceu-se a separação entre os dois ramos da Ordem do Carmo, Santa Teresa de Ávila tinha 65 anos e sua saúde estava muito debilitada. Nos últimos anos de sua vida fundou outros dois conventos. As fundações da Santa não eram simplesmente um refúgio das almas contemplativas, mas também uma espécie de reparação pelos destroços causados nos mosteiros pelo protestantismo, principalmente na Inglaterra e na Alemanha.
O Pe. Antonio de Heredia ministrou-lhe os últimos sacramentos. Quando o mesmo padre levou-lhe o viático, a Santa conseguiu erguer-se do leito e exclamou: "Oh, Senhor, por fim chegou a hora de nos vermos face a face!" Ela morreu às 9 horas da noite de 4 de outubro de 1582. Exatamente no dia seguinte efetuou-se a Mudança para o calendário gregoriano, que suprimiu dez dias, de modo que a festa da santa foi fixada, mais tarde, para o dia 15 de outubro. Foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias. 

Teresa é uma das maiores personalidades da mística católica de todos os tempos. Suas obras, especialmente as mais conhecidas (Livro da Vida, Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações), contém uma doutrina que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até à intimidade com Deus no centro do Castelo Interior. Suas cartas no-la mostram absorvida com os problemas mais triviais. Sua doutrina sobre a união da alma com Deus é bem firmada na trilha da espiritualidade carmelita, que ela tão notavelmente soube enriquecer e transmitir, não apenas a seus irmãos, filhos e filhas espirituais, mas à toda Igreja, à qual serviu fiel e generosamente. Ao morrer sua alegria foi poder afirmar: "Morro como filha da Igreja".

Foi canonizada em 1622. No dia 27 de setembro de 1970, o Papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.
Sua festa é comemorada no dia 15 de outubro.

Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Teresa_de_%C3%81vila





segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A VIDA DE SÃO JOSÉ

Não se sabe muito sobre a vida de São José, uma vez que morre quando Jesus ainda era um jovem. Mas é inegavel a sua existência histórica, além da influência na educação de Jesus quando o mesmo ainda era um menino.
O pouco que se sabe sobre José é o que se apresenta no Novo Testamento, mas é de conhecimento que os Evangelistas não o conheceram, por isso sua passagem é bastante discreta (Na realidade assim deveria ser mesmo, pois a figura central do evanjelho é o Messias).
Não se sabe ao certo a data de sua morte, mas acredita-se que seja anterior a vida pública de Cristo, dentro de um espaço de tempo dos 12 aos 30 anos de Jesus, uma vez que nesse período não se tem informações da vida de Cristo. Acredita-se que José era um carpinteiro e que ensinou a profissão a seu filho, como era de costume na época. 


São José com o menino Jesus
de Guido Reni
 
Nos evangelhos consta que José era natural de Belém, mas por algum motivo desconhecido, morava em Nazaré, onde é designado por Deus a tornar-se espozo de Maria, que viria dar a luz, por intermédio do Espírito Santo ao Redentor.
As principais passagens no evangelho que consta José são referente ao anúncio da chegada do Salvador e a infância de Cristo, sendo a principal, a peregrinação ao templo de Jerusalém, onde o menino se separa do grupo e vai discutir as Sagradas Escrituras com o sábios.
Não é presente nos evangelhos, mas estudos indicam que antes de despozar Maria, José já havia sido casado e se encontrava viuvo, já possuindo filhos. Com Maria, José nunca teve um filho biológico, permanecendo assim Maria virgem imaculada. 
Sua festa na Igreja Católica se dá em 19 de março - solenidade de São José; 1 de maio - festa de São José, o trabalhador.


Mais informações em: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jos%C3%A9

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A VIDA DE SÃO TOMÁS DE AQUINO

Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, pertencente a família feudal dos condes de Aquino. Sua família tinha laços com a realeza da França, Sicília e Aragão. Teve sua educação inicial no mosteiro de Montecassino e quando adolescente estudou em Nápoles. Estudou artes liberais e entrou para ordem Dominicana, mas sem deixar seus interesses pela ciência. Também estudou Teologia em Paris (1245-1248) e depois em Colônia com o grande mestre Alberto Magno.


Em 1252, Tomás de Aquino foi lecionar na universidade Paris, ficando lá até 1269, quando foi convocado pela corte papal, regressando dessa forma à Itália, onde em 1272 começou a lecionar teologia em Nápoles, sendo que em 1274, a mando do papa Gregório X, iniciou uma viagem ao concílio de Lião, mas faleceu no meio do caminho em uma região conhecida como Fossanova, entre Nápoles e Roma. Tomás tinha cerca de 49 anos nessa época. 

O mais interessante sobre São Tomás de Aquino é que sua obra é vastíssima, podendo ser dividida em 4 partes:
1. Comentários: à lógica, à física, à metafísica, à ética de Aristóteles; à Sagrada Escritura; a Dionísio pseudo-areopagita; aos quatro livros das sentenças de Pedro Lombardo.
2. Sumas: Suma Contra os Gentios , baseada substancialmente em demonstrações racionais; Suma Teológica , começada em 1265, ficando inacabada devido à morte prematura do autor.
3. Questões: Questões Disputadas (Da verdade , Da alma , Do mal , etc.); Questões várias .
4. Opúsculos: Da Unidade do Intelecto Contra os Averroístas ; Da Eternidade do Mundo , etc.

 Pintura italiana chamada: O triunfo de São Tomás de Aquino sobre os heréges - Afresco de Filippino Lippi

Mas o fato mais importante de sua obra são as Sumas Teológicas e a Metafísica, que serviram de pilar para o desenvolvimento filosófico da Igreja em formação. As obras de Aquino se mostram fantásticas, pois era muito complicado para uma só pessoa conseguir escrever um livro nessa época, sendo que tal feito as vezes levava anos da vida de um escritor, exigindo muita dedicação. A Suma Teológica é composta por 14 tomos, que foram escritos em menos de 20 anos, fato extraordinário até para os dias atuais. Sua escrita se mostra bastante complexa, contendo vários jogos de silogismo dentro dos textos, o que acaba tornado sua leitura um tanto quanto árdua, mas não desinteressante.

Tomás de Aquino é com certeza um dos responsáveis pelo desenvolvimento do pensamento filosófico e científico dentro da religião Cristã, desenvolvento tão importante e fabuloso trabalho, garantindo seu posto de Santo nas fileiras da Igrgeja Católica.

Saiba mais em: 
  • http://www.videeditorial.com.br/dicionario-obras-basicas-da-cultura-ocidental/r-s/tratado-do-homemsuma-teologica-de-sao-tomas-de-aquino.html
  • http://www.mundodosfilosofos.com.br/aquino.htm


sábado, 22 de outubro de 2011

A VIDA DE SANTO AGOSTINHO DE HIPONA

Agostinho nasceu na cidade de Tagaste, província de Souk Ahras, na época uma província romana no norte de África, na atual Argélia, filho de pai pagão, chamado Patrício e mãe católica, Mônica. Foi educado no norte de África e resistiu aos ensinamentos de sua mãe para se tornar cristão.

Agostinho era de ascendência berbere. Com onze anos de idade, foi enviado para a escola em Madaura, uma pequena cidade da Numídia. Lá ele tornou-se familiarizado com a literatura latina, bem como práticas e crenças do paganismo. Em 369 e 370, ele permaneceu em casa.
Durante esse período ele leu o diálogo Hortensius de Cícero (hoje perdido), que deixou uma impressão duradoura sobre ele e despertou-lhe o interesse pela filosofia e passou a ser um seguidor do maniqueísmo.
Com dezessete anos, graças à generosidade de um concidadão, chamado Romaniano, o pai de Agostinho pode enviá-lo para Cartago para continuar sua educação na retórica. Vivendo como um pagão intelectual, ele tomou uma concubina; numa tenra idade, ele desenvolveu uma relação estável com uma mulher jovem em Cartago, com a qual teve um filho, Adeodato.
Durante os anos 373 e 374, Agostinho ensinou gramática em Tagaste. No ano seguinte, mudou-se para Cartago a fim de ocupar o cargo de professor da cadeira municipal de retórica, e permanecerá lá durante os próximos nove anos.
Desiludido pelo comportamento indisciplinado dos alunos em Cartago, em 383, mudou-se para estabelecer uma escola em Roma, onde ele acreditava que os melhores e mais brilhantes retóricos ensinaram. No entanto, Agostinho ficou desapontado com as escolas romanas, que ele encontrou apática. Quando chegou o momento para os seus alunos para pagar os seus honorários eles simplesmente fugiram.
Amigos maniqueístas apresentaram-lhe o prefeito da cidade de Roma, Symmachus, que tinha sido solicitado a fornecer um professor de retórica imperial para o tribunal provincial em Milão. Agostinho ganhou o emprego e ocupou o cargo no final de 384.



Cristão

Enquanto ele estava em Milão, Agostinho mudou de vida. Ainda em Cartago, começou a abandonar o maniqueísmo, em parte devido a um decepcionante encontro com um chefe expoente da teologia maniqueísta, Fausto.
Em Roma, ele relata ter completamente se afastado do maniqueísmo, e abraçou o movimento cético da Academia Neoplatónica. Sua mãe insistia para que ele se tornasse cristão e também seus próprios estudos sobre o neoplatonismo também foram levando-o neste sentido, e seu amigo Simplicianus instou-o dessa forma também. Mas foi a oratória do bispo de Milão, Ambrósio, que teve mais influência sobre a conversão de Agostinho.
A mãe de Agostinho havia-o seguido para Milão e insistiu para que abandonasse a relação com a mulher com quem vivia ilegalmente e procurasse outra para casar, conforme as leis do mundo e a doutrina cristã. A amada foi mandada de volta para a África e Agostinho deveria esperar dois anos para contrair casamento legal; mas logo ligou-se a uma concubina.
No verão de 386, após ter lido um relato da vida de António do Deserto, de Atanásio de Alexandria, que muito inspirou-lhe, Agostinho sofreu uma profunda crise pessoal. Decidiu se converter ao cristianismo católico, abandonar a sua carreira na retórica, encerrar sua posição no ensino em Milão, desistir de qualquer ideia de casamento, e dedicar-se inteiramente a servir a Deus e às práticas do sacerdócio.
A chave para esta transformação foi à voz de uma criança invisível, que ouviu enquanto estava em seu jardim em Milão, que cantava repetidamente, "Tolle, lege"; "tolle, lege" ("toma e lê"; "toma e ler"). Ele tomou o texto da epístola de Paulo aos romanos, e abriu ao acaso em 13:13-14, onde lê-se: "Não caminheis em glutonerias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites".
Ele narra em detalhes sua jornada espiritual em sua famosa Confissões (Confessions), que se tornou um clássico tanto da teologia cristã quanto da literatura mundial. Ambrósio batizou Agostinho, juntamente com seu filho, Adeodato, na vigília da Páscoa, em 387, em Milão, e logo depois, em 388 ele retornou à África. Em seu caminho de volta à África sua mãe morreu, e logo após também seu filho, deixando-o sozinho, sem família.



Bispo

Após o regresso ao Norte da África, vendeu seu patrimônio e deu o dinheiro aos pobres. A única coisa com que ele ficou foi a casa da família, que se converteu em uma fundação monástica para si e um grupo de amigos.
Em 391, ele foi ordenado sacerdote em Hipona (atual Annaba, na Argélia). Em 396, foi eleito bispo coadjutor de Hipona (auxiliar, com o direito de sucessão depois da morte do bispo corrente) e pouco depois bispo principal. Ele permaneceu nessa posição em Hipona até sua morte em 430.
Ele deixou o seu mosteiro, mas continuou a levar uma vida monástica na residência episcopal. Ele deixou uma regra (latim, regulamentos) para seu mosteiro que o levou ser designado o "santo padroeiro do clero regular", isto é, sacerdotes que vivem por uma regra monástica.
Sua vida foi registrada pela primeira vez por seu amigo São Possídio, bispo de Calama, no seu Sancti Augustini vita. Descreveu-o como homem de poderoso intelecto e um enérgico orador, que em muitas oportunidades defendeu a fé católica contra todos seus inimigos.
Possídio também descreveu traços pessoais de Agostinho com detalhe, desenhando um retrato de um homem que comia com parcimónia, trabalhou incansavelmente, desprezando fofocas, rejeitando as tentações da carne, e que exerceu a prudência na gestão financeira conforme sua posição e autoridade de bispo.
Sua vida não é tranquila: missa diária, prega até duas vezes ao dia, dá catequese, administra bens temporais, resolve questões de justiça (cerca, muro, dívidas, brigas de família…), atende aos pobres e órfãos, etc.
Pouco antes da morte de Agostinho, a África romana foi invadida pelos vândalos, uma tribo guerreira que estava aderindo ao arianismo. Pouco depois de Hipona ser cercada pelos bárbaros Agostinho adoeceu; Possídio relata que ele gastou seus últimos dias em oração e penitência, pedindo para que os salmos penitenciais de Davi fossem pendurados em sua parede para que ele pudesse ler. Pouco tempo após sua morte, os vândalos levantaram o cerco de Hipona, mas não muito tempo depois eles voltaram e queimaram a cidade. Eles destruíram tudo, mas a catedral de Agostinho e a biblioteca ficaram inalteradas.
Agostinho foi canonizado por reconhecimento popular e reconhecido como um Doutor da Igreja. Na Igreja Católica, o seu dia é 28 de agosto, o dia no qual ele supostamente morreu. Ele é considerado o santo padroeiro dos cervejeiros, impressores, teólogos e de um grande número de cidades e dioceses. Para os protestantes ou evangélicos, Agostinho é referencial na história eclesiástica, pois foi um valoroso líder da Igreja primitiva e deixou suas marcas como verdadeiro discípulo de Cristo.


 Extraído de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_de_Hipona

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A VIDA DE PAULO

A partir de hoje quero postar um pouco sobre a vida dos santos, que nos servem de exemplos para continuarmos, ou mesmo mudarmos, nossos caminhos, concepções de mundo e a nossa fé.
É importante conhecer sobre a vida dos santos, pois assim compreendermos o quanto os mesmos sofreram e o quanto eles se pareciam conosco em suas fraquezas. Mas o mais importante é reconhecer a mudança de vida deles. Se eles conseguiram, qualquer outra pessoa também consegue.

O primeiro será São Paulo.



VIDA DE SÃO PAULO
Paulo nasceu entre o ano 5 e 10 da era cristã, em Tarso, capital da Cilícia, na Ásia Menor, cidade aberta às influências culturais e às trocas comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Descende de uma família de judeus da diáspora, pertencente à tribo de Benjamim, que observava rigorosamente a religião dos seus pais, sem recusar os contactos com a vida e a cultura do Império Romano.
Os pais deram-lhe o nome de Saul (nome do primeiro rei dos judeus) e o apelido Paulo. O nome Saul passou para Saulo porque assim era este nome em grego. Mais tarde, a partir da sua primeira viagem missionária no mundo greco-romano, Paulo usa exclusivamente o sobrenome latino Paulus.
Recebeu a sua primeira educação religiosa em Tarso tendo por base o Pentateuco e a lei de Moisés. A partir do ano 25 d.C. vai para Jerusalém onde frequenta as aulas de Gamaliel, mestre de grande prestígio, aprofundando com ele o conhecimento do Pentateuco escrito e oral.
Aprende a falar e a escrever aramaico, hebraico, grego e latim. Pode falar publicamente em grego ao tribuno romano, em hebraico à multidão em Jerusalém (Act 21,37.40) e catequizar hebreus, gregos e romanos.
Paulo é chamado “o Apóstolo” por ter sido o maior anunciador do cristianismo depois de Cristo. Entre as grandes figuras do cristianismo nascente, a seguir a Cristo, Paulo é de facto a personalidade mais importante que conhecemos. É uma das pessoas mais interessantes e modernas de toda a literatura grega, e a sua Carta aos Coríntios é das obras mais significativas da humanidade.
Escreveu 13 cartas às igrejas por ele fundadas: cartas grandes: duas aos tessalonicenses; duas aos coríntios; aos gálatas; aos romanos. Da prisão: aos filipenses; bilhete a Filémon; aos colossenses; aos efésios. Pastorais: duas a Timóteo e uma a Tito.
Quando estava preso em Cesareia, Pau-lo apela para César e o governador Festo envia-o para Roma, aonde chegou na Primavera do ano 61. Viveu dois anos em Roma em prisão domiciliária. Sofreu o martírio no ano 67, no final do reinado de Nero, na Via Ostiense, a 5 quilómetros dos muros de Roma.



Extraído de http://www.saopauloapostolo.net/vida.htm