sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Intolerância e Belicismo

Mais uma vez presenciamos um massacre nas escolas dos EUA, devido ao pensamento que o povo de lá tem referente às armas. Eles acreditam que quanto mais se armarem, mais protegidos estarão, e dizem que quem mata não são as armas, mas sim as pessoas.

Fica claro que a mentalidade assustadora criada nessa nação é  referente a uma indústria bilhonária, que mantém um sistema de alerta, causando medo de possíveis ataques terroristas e de criminalidade no país, forçando a venda de armas. Percebe-se que quando um congressista toca no assunto de vetar a venda indiscriminada de arma, o mesmo recebe críticas ácidas e violentas por parte da população, sem contar que a venda de armas sobe a picos recordes. 
 
Nota-se também que existe uma relação entre o espírito consumista criado no decorrer da história desse país, com a venda de armas e a entrada em guerras. Essas indústrias bilhonárias de produção de armamentos, causa o impeto das pessoas consumirem esses artefatos, devido a um vício em violência, ou para simular a mesma imposição de poder que o exército tem nas guerras que participa. As armas trazem aos estadounidenses a sensação de que podem ser mais respeitados, individualizados e aceitos nasociedade se demonstrarem um espirito guerreiro, que na realidade é camuflado pela covardia de aplicarem a força bélica e não a diplomacia.

Feira de armas nos EUA aberta a visita de crianças e adultos. 

Em um país onde as diferenças sociais não são tão relevantes como as ocorridas em outros países, como o Brasil por exemplo, não pode usar a desculpa, de que o povo é violento por falta de estudo, já que a possibilidade de estudar é grande entre a população. Nesses momentos o povo estadounidense, se mostra xenofóbico e culpa os imigrantes, que são responsáveis pelos serviços básicos, que eles, os ricos, não quererm fazer, porém quando olhamos o retrospécto de violência com armas, as chacinas ocorridas, na sua maioria, são feitas por jovens do perfil da classe média alta. A violência em países pobres é muito alta, pois a mentalidade desses locais, infelizmente, acaba sendo baseada na força, muitas vezes causada pela ignorância, por não terem tanta informação e também pela revolta frente às injustiças ocorridas.

A desculpa de que são as pessoas que matam e não as armas é completamente infundada, pelo fato, de que se as mesmas não existissem, essas chacinas não teriam ocorrido. O povo estadounidense esquece que um grande percentual da população possui desde problemas psicológicos até o desenvolvimento da depressão, que causam surtos de violência. Acreditar que uma pessoa depressiva não vai ter forças para tomar uma atitude violenta, causada por uma revolta momentânea, pelo desgosto do mundo em que vive, é demonstrar-se ingênuo. Infelizmente a depressão é uma das doenças que mais cresce entre as pessoas, sendo muitas vezes chamada de "mau do século". Essa é uma doença silênciosa que muitas vezes não pode ser percebida, pois tem picos e baixas constantes, demosntrando uma bipolaridade no íntimo da pessoa, não sendo previsível a sua ocorrência.

Um dos principais fatos que causam o desenvolvimento da depressão na juventude, é o fato de que nos EUA, existe uma cultura escolar, em que as pessoas devem ser populares, sendo que, aqueles que não se encaixam no perfil de popularidade, esses são punidos pelas pessoas do meio. São muito comuns os casos de Bullying, ou seja, quem não se adequa ao meio, não consegue se tornar popular, ou possui um problema físico (reconhecido problema físico pelo meio, ou seja, não necessariamente é um problema físico constatado científicamente).

 

A cultura de que todos devem ser o mais próximo da imagem dos modelos que aparecem na mídia, acaba trazendo problemas de alto-estima entre os jovens, pois nem sempre eles conseguem chegar próximo da imagem tão esperada e forçada pela mídia.

A depressão causada pelo bullying e pela não adequação ao meio, juntamente com a possibilidade de obter armas facilmente, em mercado comum, intenet ou em casa mesmo, levam a altos índices de violência nesse país. Portanto, duas medidas devem ser tomadas para acabar com os problemas, um é a valorização da imagem individual das pessoas e outro é o desarme da população, com certeza isso leva a diminuição da violência.

Porém a indústria bilhonária que envolve a mídia e a venda de armas, leva pressão sobre os governantes, ou seja, existe um espírito podre na política, sociedade, indústria e mídia dessa nação. Enquanto as pessoas se ligarem muito a imagem, ao consumismo, ao capital, ao querer ter poder e se esquecerem dos pilares que fundaram a sociedade e organizam a corretamente a convivência entre as pessoas, ou seja, os ideais de amar o próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas, a violência vai continuar a castigar as pessoas desse país tão poderoso no cenário internacional e, consequentemente de outras nações também.


 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Deus Existe?

Não escrevo para denegrir a imagem de ninguém, porém existem pessoas que querem destruir o ponto de apoio de milhões de pessoas na terra. Noto uma coisa que é muito interessante, pessoas se dizem ateias, pois dizem que nada prova a existência de Deus, porém essas pessoas em algum momento pensaram como seria possível provar a existência de Deus, baseado em ciência e não em fé?

Como usar de ciência para provar Quem não é subjulgado a natureza?

Uma questão de Silogismo Aristotélico:
Se A = B e B = C, logo A = C
Admitindo-se que Deus não seja definido com as características de Deus, mas sim como um sujeito, podemos montar a seguinte linha de raciocínio:
"Se Deus criou a natureza, e o homem é fruto da natureza, logo Deus é o homem."
Agora pensando da mesma forma e se utilizando de premissas parecidas, mas com as características do Deus cristão, podemos raciocinar que:
"Se Deus é fruto do homem e Deus criou a natureza, logo o homem criou a natureza"

Ou seja, muitos que se dizem ateus tem vontade de se encontrarem no mesmo patamar de Deus, pois não aceitam que um outro semelhante possa vir a ser melhor que ele. O discurso pregado por tais pessoas é que a negação da humildade referente a um poder maior, que acaba surgindo do íntimo do ser humano, com certeza traz libertação. Porém essa libertação leva o ser humano a um limite, que é a morte.

Portanto a liberdade que os ateus tanto pregam culmina muitas vezes a uma existência humana limitada a dezenas de anos, sendo que eles são ateus pois não se acham inferiores a um Ser que não é limitado, ou seja, a ilimitação do que o ateu prega por se achar no mesmo patamar de um deus, esbarra no limite de ser mortal. Ao passo que o teista se considera limitado fisicamente mas não espiritualmente, ou seja sua alma é imortal, levando a consequência que sua limitação física lhe garante uma condição eterna, uma vez que a alma é eterna.

A alma indubitavelmente é eterna, pois não se prova a mesma, uma vez que a mesma é considerada imaterial, ou seja, não é vinculada a uma matéria. Matéria dita como referente à existência e não às grandezas físicas que tornam nosso meio natural. 

Com isso concluo que a liberdade pregada pelos teistas na realidade não passa de uma ilusão, uma vez que uma vida em que se conta os minutos no relógio traz um sentimento de desespero, pois a única coisa que o futuro garante é a morte e isso culmina no presente, que se torna um grande momento ou de conformismo, pois nada pode-se fazer ou de uma afobação de querer fazer tudo no menor tempo possível. Esse sentimento gera nas pessoas um grande problema que assola a humanidade chamado depressão, pois a pessoa se acha ilimitada, pois está no mesmo patamar de Deus, mas ao mesmo tempo é limitada pela natureza, que lhe cobra cada minuto, levando a um futuro programado.

Quando pergunto para muitos:
"Se Deus é provado utilizando-se de ciência, ou seja, natureza bruta... O que utilizamos para provar a existência da natureza?" 
A quem pergunto logo me respondem: 
"A natureza é provada se utilizando de natureza!"

Portanto mais uma vez utilizando de Silogismo Aristotélico:
"Se provamos a natureza utilizando natureza... somente podemos provar Deus nos utilizando de Deus"
Agora mudando um pouco as premissas e utilizado uma caracterísitica que define Deus:
"Se Deus é sobrenatural, Ele não dependente da natureza, portanto a natureza não é sobrenatural"
Ou seja:
"Se a natureza é a base das provas científicas, mas Deus é sobrenatural, logo Deus não é provado pela ciência"

Logo podemos dizer que Deus não existe, mas não pois a natureza O limita, mas sim pelo fato de não haver necessidade do mesmo existir perante as leis que imperam no universo com um todo. Portanto é perca de tempo buscar provas científicas para definir a existência ou inexistencia Dele.

No antigo testamento, quando Deus surge na sarça ardente a Moisés, esse pergunta:
"Quem é você?"
E Deus responde:
"Sou o que sou!"
Ele não cria premissas para perguntas referente a existir, pois o verbo ser é superior ao verbo existir, pois o "ser" necessita de consciência de quem você é, enquanto que o verbo existir não.

Logo abaixo um vídeo (dividido em duas partes) em resposta ao biólogo Richard Dawkins:

Parte 1:


Parte 2:



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Evolucionista Richard Dawkins - Um tolo

Richard Dawkins se diz cientista evolucionista e espera provar a inexistência de Deus pelo fato de não existir provas cabais de sua existência. Ele utiliza de meios laboratoriais, filosofia e observações da natureza para interpretar os fatos e fenômenos que ocorrem a nossa volta.

Porém Richard Dawkins se prende em um plano existêncial, um mundo onde somente o que se pode calcular existe de fato. Mas ele se esquece de um princípio simples da natureza.

“Se o fenômeno observado pode ser explicado científicamente é por que esse é um fenômeno natural, ou seja, um fenômeno subjulgado a natureza, algo criado pelas forças que compreendem a esfera da natureza”

A natureza é regida por 4 forças tanto na Terra quanto em qualquer outra parte do universo. São elas: Força Forte, Força Eletromagnética, Força Fraca e Força Gravitacional.

força (ou interação)
fundamental
intensidade
teoria
mediador
forte
10
cromodinâmica quântica
gluon
eletromagnética
10-2
eletrodinâmica
fóton
fraca
10-13
flavordinâmica
W± e Z0
gravitacional
10-42
geometrodinâmica
graviton


O fato que comprova que Deus existe é, necessariamente, a inexistência do Mesmo na esfera de subjulgação da natureza, ou seja, Deus não existe, não porque a natureza é superior a Ele, mas sim pelo fato Dele não ter necessidade de existir.
Tudo na natureza existe, pois é natural. Deus deve ser considerado sobrenatural, ou seja, nunca vamos perceber a existência dele usando meios laboratoriais, pois esses meios utilizam natureza bruta, sendo assim, são subjulgados à natureza, consequentemente, não são passíveis a serem uma ponte entre as duas esferas, do que é natural e do que é sobrenatural.

Minha opnião:
Acho que devemos ser coerentes e respeitar o que cada um acredita. Richard Dawkins diz que tem como finalidade destruir todas as religiões do mundo. não acho isso legal, será que ele esquece que no princípio religião e ciência era uma coisa só, que a ciência contribuiu muito para o desenvolver social das religiões e as religiões contribuiram muito com o desenvolver do pensamento científico, referente ao desenvolvimento de postulados e de uma visão mais metafísica do mundo, coisas que ajudaram o desenvolvimento cognitivo para aplicação da mecânica quântica. São Tomás de Aquino, em sua Súmola Teológica já dizia coisas parecidas com pacotes de energia,  sendo que ele chamava a partícula fundamental de ENTE, e dizia que para o mesmo agir ou se mover era necessario uma força externa, uma energia com quantidade certa de alguma coisa que fazia com que as coisas ocorrecem de forma exata, sem a ação da mão humana, ou seja, uma energia quantizada. Creio que devemos respeitar a religião dos outos e também a posição ateia de quem se diz ateu por questões mais profundas do que o simples fato de querer destruir religiões ou pensamentos que confortam as pessoas. 

Mais informações sobre as forças da natureza podem ser obtidas em:
http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01043/20032/Humberto/index.html

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Os Profetas

Os profetas na Bíblia são divididos em  Maiores e Menores, não com função de indicar que uns são melhores ou inferiores aos outros, mas sim uma forma de caterizar os mesmos referente ao tamanho de suas obras. Esse critério, o tamanho de suas obras, também não indica que um trabalhou mais que o outro, uma vez que seus trabalhos são feitos devido à inspiração divina, ou seja, não se pode dizer que um é superior ao outro, pois são todas obras inspiradas pelo Santo Paráclito.

São quatro os Profetas Maiores: Isaias, Jeremias, Ezequiel e Daniel.
Já os Porfetas Menores totalizam doze:  Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

O livro de Baruc é considerado um livro profético para Igrejas Católica e Ortodoxa, mas não sendo reconhecido pelas igrejas provenientes de Lutero.

Inspiração profética: Os lábios de Isaías tocados pelo fogo, por Benjamin West.

Esses são profetas do Antigo Testamento, sendo que no Novo Testamento, não há a necessidade de novos profetas, uma vez que  Cristo vem cumprir as profecias, porém alguns profetas podem ser encontrados também, como é o caso do primo de Jesus, João Batista (Que andava no deserto pregando a batizando em nome daquele que viria libertar as pessoas do pecado e da morte eterna, viveu em 2 a.C - 27 d.C), Ágabo (Um dos primeiros seguidores de Cristo, é considerado um profeta, mas pode ser encontrado como um dos 70 discipulos no evangelho de Lucas), Simeão (Citado entre os 70 discípulos, foi o segundo bispo da Igreja Católica, vivendo em Jerusalem 62 a.C - 107 d.C ).
O próprio Jesus Cristo, Filho unigênito do Pai, Cordeiro Imolado, também é considerado um profeta e uma das profecias mais lembradas entre os fiéis é a do momento das três negações de Pedro antes do galo cantar. Demonstrando para toda a humanidade que somos fracos, passíveis de erro, mas que ao mesmo tempo podemos nos arrepender e viver livres do pecado, desde que haja conversão.
Pedro negou Cristo três vezes, mas se arrependeu e tornou-se o primeiro Papa da Igreja, ao contrário de Judas que se matou devido o arrependimento.

Mais informações em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Profetas#Profetas_da_B.C3.ADblia

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Santo Afonso Maria de Ligório 1696-1787


Nascido em 27 de agosto de 1696 na cidade de Napoli na Itália,dentro do seio de uma família nobre e rica, demosntrou muito cedo ser muito inteligente. Percebendo essa qualidade seus pais incentivaram os estudos do menino. O pai incentivava nos estudos científicos e sua mãe na fé, logo começou a advogar no forum de Napolis, não fazendo diferença entre ricos e pobres, servido-os com o mesmo empenho, porém atendendo gratuitamente primeiro os necessitados que não tinham como pagar. 
Em 10 anos ficou muito famoso na Itália, mas ao perder um caso, por causa decorrupção, ele fica enojado e decide largar tudo e seguir a vocação eclesiástica.
Seu pai não gostou muito da ideia dele largar tudo, desde o título e a fortuna até o emprego para se tornar padre, mas compreendeu que era a felicidade do filho que estava em jogo. Aos 30 anosde idade em 1726 se ordenou sacerdote, devoto de Maria, inclui o nome ao seu próprio nome. Utilizava seus conhecimentos de ciência e advocacia a serviço dos pobres, sendo que seus sermões eram grandes oratórias, porém o que mais gostava de fazer era servir as pessoas no confessionário, dizendo sempre que seu lema era "Deus me enviou para evangelizar os pobres".
Em 1732 fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos Padres Redentoristas, destinada, exclusivamente, à pregação aos pobres, às regiões de população abandonada, sob a forma de missões e retiros. Sendo que ele mesmo percorreu quase todo o sul da Itália pregando, evangelizando e produzindo obras literárias de caráter religioso.
Por indicação do Papa, em 1762, se tornou bispo da diocese de Santa Águeda dos Godos, permanecendo lá por 13 anos. Portador de artrite degenerativa deformante, paralítico e quase cego, voltou ao seu convento, onde finalizou seu extenso trabalho literário, composta de cento e vinte livros e tratados. 
Alguns de seus mais importantes trabalhos são: Teologia Moral, Glorias de Maria, Visitas ao SS. Sacramento e Tratado Sobre a Oração.  
Veio a falecer em 1º de agosto de 1787, em Nocera dei Pagani, Salerno, Itália, após muito sofrimento físico.
Foi Canonizado em 1839, sendo declarado Doutor da Igreja em 1871. O Papa Pio XII proclamou Santo Afonso Maria de Ligório Padroeiro dos Confessores e dos Teólogos de Teologia Moral em 1950.