sábado, 10 de janeiro de 2015

Assassínios

Essa semana ocorreram atentados na França e o mundo se encontra horrorizado (e é para estar mesmo... são atos deliberados e absurdos), nada justifica matar uma outra pessoa. Porém estão querendo transformar os cartunistas em mártires, como se os mesmos fossem grandes vozes da libertação intelectual, só que na verdade, esses cartunistas não passavam de um bando de preconceituosos e que tinham complexo de Édipo de forma extremamente explicita!
Eu como católico detestava as coisas que eles faziam com os muçulmanos, e eis a explicação:
O cara nasce em uma cultura onde desde a infância o sentido de tudo é Deus, tudo o que esse cara quer, devido ao seu aprendizado, é ir para o céu. Lógico que existem pessoas más, que se usam dessa disciplina religiosa para ter poder em mãos, porém o cara que é tido como fanático, ele está fazendo algo que para ele simboliza seu amor maior ao que faz mais sentido em sua vida. Por isso não existe medo da morte por parte dessas pessoas. Essa forma de apresentar Deus é bastante diferente do Deus cristão, pois, Ele se apresenta um pouquinho mais a cada dia, ou seja, é o chamado Deus oculto. Existe uma analogia bastante interessante que demostra essa diferença "O Deus do islã se apresenta como o sol, que desde a idade menos madura é um fato indiscutível a sua presença, enquanto que o Deus cristão se aparece aos poucos, você a cada dia vai O conhecendo, ou seja, Ele te dá uma felicidade nova por dia!"
Julgar os terroristas é fácil, pois matam pessoas inocentes, porém no caso desses cartunistas eles não eram tão inocentes assim, eles tinham prazer em escarnecer o que é de mais importante na vida dos outros... Quem não crê não faz ideia de como é doloroso ver o que você almeja todos os dias estar em imagens pornográficas ou que rebaixam a um nível de que os nazistas faziam com os judeus (comparavam os mesmos com macacos pois eram menos desenvolvidos intelectualmente).
O pior de tudo é que eles sabiam do risco que corriam e até andavam com escolta policial, logo acreditavam que atentados contra eles eram fatos possíveis! 
O grande problema de um atentado é que para o mesmo ser objetivo, ou seja, destruir o alvo, ele não vai ser cirúrgico (matar somente uma pessoa), ele vai ser generalizado, ou seja, vai matar tudo o que tem a volta para garantir que o alvo não escape. Então esses cartunistas colocaram em risco a vida de muitas outras pessoas, e isso não é uma coisa que a mídia fala! Eles tem culpa sim da morte das outras pessoas e que isso fique claro para quem está defendendo esses marginais.
O que eles faziam não era arte, mas sim a disseminação de preconceito religioso!
Hoje quando se publica algo referente a preconceito étnico, sexual e social, quem o faz pode ser punido... mas por que preconceito religioso é considerado algo tão passível a ser tolerado. Isso tem que acabar... e as pessoas que agem preconceituosamente frente a qualquer pensamento religioso tem que ser criminalizada sim!
A religião envolve doutrina, filosofia, cultura e fé, a fé é algo extremamente complexo de explicar, por isso muita gente não entende o que a mesma é, pois não compreendeu a grandeza envolvida em tal conhecimento. Como citei a religião envolve também cultura, e preconceito cultural também é crime. Se eu ridicularizar algo que uma pessoa não crente em deus gosta ou acredita (sim quem se diz não crente é burro, pois crença é algo implícito na epistemologia... para propor algo você precisa acreditar em tal coisa) eu serei chamado de preconceituoso.
Então antes de chamar esses cartunistas de mártires pense no ódio e preconceito que eles estavam disseminando... era algo criminoso!


Seriam mártires da libertação intelectual os cartunistas assassinados? - Uma visão fora da mídia.

Essa semana ocorreram atentados na França e o mundo se encontra horrorizado (e é para estar mesmo... são atos deliberados e absurdos), nada justifica matar uma outra pessoa. Porém estão querendo transformar os cartunistas em mártires, como se os mesmos fossem grandes vozes da libertação intelectual, só que na verdade, esses cartunistas não passavam de um bando de preconceituosos e que tinham complexo de Édipo de forma extremamente explicita!
Eu como católico detestava as coisas que eles faziam com os muçulmanos, e eis a explicação:
O cara nasce em uma cultura onde desde a infância o sentido de tudo é Deus, tudo o que esse cara quer, devido ao seu aprendizado, é ir para o céu. Lógico que existem pessoas más, que se usam dessa disciplina religiosa para ter poder em mãos, porém o cara que é tido como fanático, ele está fazendo algo que para ele simboliza seu amor maior ao que faz mais sentido em sua vida. Por isso não existe medo da morte por parte dessas pessoas. Essa forma de apresentar Deus é bastante diferente do Deus cristão, pois, Ele se apresenta um pouquinho mais a cada dia, ou seja, é o chamado Deus oculto. Existe uma analogia bastante interessante que demostra essa diferença "O Deus do islã se apresenta como o sol, que desde a idade menos madura é um fato indiscutível a sua presença, enquanto que o Deus cristão se aparece aos poucos, você a cada dia vai O conhecendo, ou seja, Ele te dá uma felicidade nova por dia!"
Julgar os terroristas é fácil, pois maram pessoas inocentes, porém no caso desses cartunistas eles não eram tão inocentes assim, eles tinham prazer em escarnecer o que é de mais importante na vida dos outros... Quem não crê não faz ideia de como é doloroso ver o que você almeja todos os dias estar em imagens pornográficas ou que rebaixam a um nível de que os nazistas faziam com os judeus (comparavam os mesmos com macacos pois eram menos desenvolvidos intelectualmente na cabeça desses).
O pior de tudo é que eles sabiam do risco que corriam e até andavam com escolta policial, logo acreditavam que atentados contra eles eram fatos possíveis! 
O grande problema de um atentado é que para o mesmo ser objetivo, ou seja, destruir o alvo, ele não vai ser cirúrgico (matar somente uma pessoa), ele vai ser generalizado, ou seja, vai matar tudo o que tem a volta para garantir que o alvo não escape. Então esses cartunistas colocaram em risco a vida de muitas outras pessoas, e isso não é uma coisa que a mídia fala! Eles tem culpa sim da morte das outras pessoas e que isso fique claro para quem está defendendo esses marginais.
O que eles faziam não era arte, mas sim a disseminação de preconceito religioso!
Hoje quando se publica algo referente a preconceito étnico, sexual e social, quem o faz pode ser punido... mas por que preconceito religioso é considerado algo tão passível a ser tolerado. Isso tem que acabar... e as pessoas que agem preconceituosamente frente a qualquer pensamento religioso tem que ser criminalizada sim!
A religião envolve doutrina, filosofia, cultura e fé, a fé é algo extremamente complexo de explicar, por isso muita gente não entende o que a mesma é, pois não compreendeu a grandeza envolvida em tal conhecimento. Como citei a religião envolve também cultura, e preconceito cultural também é crime. Se eu ridicularizar algo que uma pessoa não crente em deus gosta ou acredita (sim quem se diz não crente é burro, pois crença é algo implícito na epistemologia... para propor algo você precisa acreditar em tal coisa) eu serei chamado de preconceituoso.
Então antes de chamar esses cartunistas de mártires pense no ódio e preconceito que eles estavam disseminando... era algo criminoso!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ciência falha e limitada - A cognição humana limita a ciência!

A limitação cognitiva humana nos leva a uma barreira frente a capacidade de levantamento de dados para a interpretação da natureza.
A ciência nada mais é do que uma forma de levantamento de dados para conseguir a interpretação do que é físico, ou seja, não passa de um modelo de leitura do que está presente na natureza. Outras formas de modelos interpretativo do natural são o senso comum e também a religião (a religião extrapola a interpretação do natural, por também tentar interpretar o sobrenatural). Porém são os modelos principais que existem para interpretar a natureza.

O ser humano é um ser integrante da natureza, criado por Deus dentro de um universo limitado leis (forças imperantes na natureza), logo, se algo conseguir extrapolar tais forças, mostra-se não natural. A cognição humana é dependente de estímulos primitivos os quais nos levam ao desenvolver de uma epistemologia do todo que nos cerca, além disso, o cérebro necessita de energia produzida pelo corpo humano para funcionar de uma maneira a desenvolver o maior número de caminhos neurais para que o pensar (raciocinar) seja o mais otimizado possível.

Logo a capacidade cerebral é limitada por tais barreiras físicas (energia e necessidade de estímulos primitivos), com isso, nossa cognição não pode ser ilimitada, o que culmina na não possibilidade do desenvolvimento de uma ferramenta (ciência no caso) que consiga extrapolar o que a cognição humana não consegue abstrair, pois o que não é de simples abstração para o cérebro não pode ser reportado como dados (dados são as respostas da natureza que são traduzidas pela ferramenta ciência).
Uma forma de conseguirmos compreender que a ciência é um modelo que não pode explicar tudo é pensar da seguinte forma:


“Digamos que temos um computador, e que está um dia quente, esse computador tem seu cooler (ventoinha de refrigeração) funcionando acima da média, então o computador para de fazer alguns processos e aparece uma mensagem de superaquecimento na tela assim o usuário diz que o responsável por tal fato foi que o cooler queimou e o computador parou, dizendo isso sem abrir o computador, uma vez que o mesmo teve seu gabinete soldado, ou seja, o usuário não tem como abrir o computador. Porém na realidade o que aconteceu foi o seguinte, um elástico que prendia um fio que estava inutilizado derrete por causa do calor e esse fio cai bem no meio da ventoinha do cooler, o que prende a mesma e não deixa que o processador seja refrigerado”


O computador é a natureza, a mensagem na tela os dados colhidos, e o dizer que o problema foi o cooler quimado a interpretação, ou seja, a natureza é um gabinete soldado, que não podemos abrir para dizer realmente o que está acontecendo, temos somente uma visão superficial do problema. Podemos conseguir resolver o problema (refrigerando externamento o gabinete com um ventilador) mas o real problema não conseguimos explicitar, pois ver que o cooler não está queimado, mas sim bloqueado, torna-se impossível.




A ciência funciona dessa forma, ela explicita o que é de simples abstração, mas não quer dizer que é a verdade absoluta, sendo possível dizer ser verdade absoluta somente dentro do modelo proposto como no qual a ferramenta usada é funcional.

A situação de uma ventoinha queimada é muito diferente de uma ventoinha bloqueada, portanto, torna-se claro que a a ciência é uma ferramenta limitada a capacidade cognitiva humana.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Salvar a própria vida é agir contra Deus?

Uma das piores coisas é quando você tenta mostrar algo a mais para as pessoas, mas essas não estão dispostas a ver. Estava eu debatendo com umas pessoas referente existirem alguns erros justificáveis frente a definição do que as pessoas entendem como pecado. 

O que é o pecado?
O pecado é uma ação deliberada de própria vontade do indivíduo negando sua crença.
Ou seja, o pecado condenável é aquele que ocorre com intuito de ocorrer. 
Porém se uma pessoa bater em outra por pura diversão (por exemplo), mas nunca foi instruída do erro, quem não instruiu ou se omitiu frente a educação da pessoa, é quem comete o pecado, ou seja, o pecado existe, é feito por uma pessoa, mas a coitada não sabia que tal ato era passível a uma condenação. Logo essa pessoa teria pecado de forma autônoma? Não... existe um erro embutido no ato de quem não ensinou.

Existe uma frase dita entre os catequistas da Igreja Católica que exprime isso: "Se um dia um catequizado for parar no inferno, é de se esperar que seu catequista chegou lá primeiro"

Na minha discussão eu dizia que se alguém colocar uma arma na sua cabeça e falar para você se pronunciar contra Deus, e assim você o fizer, isso não pode ser considerado algo condenável, uma vez que a pessoa está falando o que o coração e a cabeça não estão querendo expressar.

Meus argumentos eram embasados no ato de Pedro, que negou Cristo três vezes pelo medo da morte física e mesmo assim se tornou um grande pilar da Igreja (sendo martirizado no fim da vida), nada o impediu de ter uma vida Santa, pois o arrependimento frente ao pecado de negar a Deus foi instantâneo nesse caso. E como Deus é atemporal, o perdão também ocorreu junto, sendo nulo então o ato do pecado.

Porém ocorreu de diversas pessoas virem correndo tentar me rebater com passagens da bíblia, na qual diziam referente ao desapego da vida. Houve até um rapaz que disse que eu devia morrer nessa situação, porem negar jamais!

A maioria das pessoas pegam a Bíblia na mão e a interpretam da forma que querem, muitas vezes sem um aprofundamento etimológico, epistemológico, filosófico, histórico, teológico e social/político. E cria-se dois grande caminhos para o erro. O primeiro é a interpretação ao pé da letra das escrituras sagradas. Cristo deixou bem claro que antes das leis deve vir o amor a Deus e ao próximo. E o segundo erro é a interpretação do texto ao bel prazer e conveniência de quem o lê. Li, "interpretei" sem bases concretas, não gostei... vou fundar uma nova religião, ou criticar as que tem por ai!  

É de extrema importância ler a Bíblia Sagrada, porém, também é de extrema importância procurar edições confiáveis da mesma, e estudar correntes de raciocínio e teologia para enriquecer o vocabulário, o silogismo, a cultura e a interpretação dos textos. A mensagem da Bíblia é infalível, porem nem sempre que a lê compreendeu a infalibilidade da mesma!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Cristianismo e Mitraísmo eram a mesma coisa?

Muitas pessoas que criticam o cristianismo, usam como jargão o fato de antes dos imperadores romanos o aceitarem como religião oficial do império, o cristianismo tinha um forte concorrente entre as chamadas religiões pagãs e era o Mitraísmo esse concorrente.

Essas pessoas usam a ideia de que o cristianismo usou de artimanha a cópia de diversos fatos dessa religião, pois usam como data do nascimento da figura central a 25 de dezembro e de Mitra ser um deus de caráter benevolente. Porém quando analisamos superficialmente o que é o Mitraísmo, reconhecemos facilmente que essa antiga religião foge do contexto do cristianismo.

Um outro fato que pessoas menos esclarecidas também confundem é que o adorno que os bispos usam na cabeça, que é a mitra, é vinculado a figura do ser mitológico, dizem eles. De fato a deidade Mitra aparece com um adorno cobrindo a cabeça, porém, a mitra episcopal não é vinculada a tal fato, mas sim o nome mitra vem do grego e significa faixa para cabeça. A mitra tem origem no camelauco que por sua vez surge do fato de que a tradição contra que Pedro usava um sudário (pano para limpar o suor da testa) na cabeça durante sua missão.


O nome da deidade vem do assírio e era chamado Mylitta e tem muito mais a ver com o termo militar do que com o termo mitra do grego. Esse fato é comprovado, uma veze que Mitra era a deidade mais popular dentre os soldados das diversas regiões onde se pregava o seu culto.

Mitra é simbolizada como uma mulher degolando um touro, uma vez que a mulher representava a pureza e o touro degolado a liberação do pecado. A atitude do degolar era comum na cultura judaica e provavelmente incorporado pelos mitraístas, pois simboliza o ato de passar o pecado a um ser que o recebesse e morresse pelo pecador. Uma mulher degolando o receptáculo do pecado simbolizava a pureza vencendo a fuga para o mal. O cristianismo é derivado da cultura judaica, porém não poderia ter copiado a ideia de redenção dos pecados do mitraísmo, logo o mitraísmo que herdou tal ideia. Além da espiação, o sangue jorrado representava a imortalidade, uma vez que as pessoas dessa época consideravam que o sangue guardava a vida do ser, pois sempre que o mesmo esvaia, o maculado vinha a óbito.

Mitra era simbolizada como o Sol Invicto pelos romanos, pois a mesma era considerada a deusa da benevolência, dos soldados, da pureza, da vitória dentre outras coisas. Uma curiosidade referente a Mitra é que a Estátua da Liberdade, que se encontra na Ilha de Manhattan (um presente da França aos EUA), tem seus traços inspirados nessa deusa.

A deusa Mitra inflige o sacrifício enquanto que Cristo recebe o sacrifício, logo é um antagonismo e uma quebra de paradigma para o período. 

Mitra é nascida no dia 25 de dezembro, pois é o solstício de inverno (em torno de 22 de dezembro no hemisfério norte), e esse era um período onde haviam festas e as pessoas vislumbravam algo de bom, muitos conflitos eram sessados nessa época. Diversas religiões escolheram essa data para simbolizar o nascimento de seu símbolo maior, pois era o nascimento da boa nova para eles.

O Mitraísmo era uma religião que tinha raízes na ideia de oposição entre o bem e o mal e do espírito e a matéria, logo, era toda baseada no dualismo. Algumas vezes isso pode parecer comum ao cristianismo, porém isso não procede, pois o cristianismo não gera uma luta entre o bem e o mal, mas somente o foco ao bem, e também não gera o conflito da matéria com o espírito, uma vez que o próprio Cristo se fez carne entre nós.

A deidade também se mostra próxima a Apolo e a Thor, pois corria no céu com uma biga ou carruagem que puxava o sol, espantando o mal (trevas), mais uma semelhança com o caráter de dualidade das raízes da religião mitraica.

Portanto cristianismo e mitraísmo não são tão parecidos quanto parece.  

sábado, 14 de junho de 2014

A Cruz invertida seria um Símbolo Satânico?

Na mitologia moderna, muitas vezes busca-se simbologias de períodos medievais ou mesmo pré-medievais, para que se possa criar histórias, analogias e mesmo lendas para destruírem alguns mitos. Porém muitas vezes a utilização dessas simbologias acabam que por serem levianas, pois quem às propõem não tem conhecimento frente ao fundamento de tais símbolos.

Muitas pessoas, que por se sentirem incomodadas com a Igreja, pois acreditam que a mesma só tem regras para limitar a liberdade humana (ideia dessas pessoas em grande maioria ligada ao caráter sexualidade), acabam ficando traumatizadas com uma restrição que a instituição sugere frente ao bom convívio social (uma vez que as constituições dos países ocidentais e grande parte do texto de direitos humanos, são baseadas no cristianismo como estrutura básica do bom convívio social), e dessa forma como uma ação de contra controle se rebelam e tentam criar movimentos para baterem de frente com o que eles não concordam.

O grande problema é que essas pessoas esquecem de uma premissa: "Se consideramos que a Igreja responde por Deus, logo, devemos nos adequar a Deus e não Ele a nós!"

O não concordar com algo, não deve ser sinônimo de revolta, mas sim de procurar compreender a questão do por que não se concorda com tal fato que a grande maioria aceita como correta. A revolta frente a uma "regra" não pode ser impulsiva e sem estudo, pois ela acaba somente gerando respostas infundadas para o traumatizado.

Um exemplo é o de uma imagem que surgiu na idade média e que é muito difundida dentre os revoltosos com a Igreja Católica.

Acreditava-se que o céu ficava em direção das nuvens e o inferno em direção ao solo, logo, se uma imagem tivesse sua cabeça virada para o chão, ela teria seus pensamentos no inferno e não no céu, o que nos remete ao Satanismo.

Imagens que são consideradas Satânicas geralmente seguem esse padrão, portanto é comum ver o Crucificado de ponta cabeça, para simbolizar o inverso do bem. Porém, essa imagem na idade média não se referia ao satanismo e ainda hoje no leste europeu ela não tem ligação icônica com o demônio necessariamente. Mesmo no Vaticano essa imagem muitas vezes é comum, o que intriga as pessoas e logo começam acreditar que existe um caráter demoníaco na Igreja.

A simbologia da cruz invertida ganhou essa conotação errônea devido a ignorância que as pessoas tem frente ao caráter de simbologia antiga. Na verdade a Cruz Invertida, de satânica ela não tem nada, mas sim, é um grande símbolo que comprova a fé do usuário nos Papas e muitos mártires da Igreja Católica, que foram crucificados de forma invertida para servirem de diversão aos Romanos.

Visita de João Paulo II à Terra Santa em destaque o Trono Papal com a Cruz de Pedro.

São Pedro é o mártir mais famoso que foi crucificado de forma inversa, muitas pessoas costumam dizer que ele assim foi crucificado pois não acreditava ser digno de morrer da mesma forma de Cristo, porém, esse fato é apócrifo, na realidade essa estava se tornando uma prática entre os Romanos, para se divertirem e até mesmo causarem uma morte mais dolorosa a essas pessoas. 

Martírio de Pedro na Cruz invertida: Símbolo Papal.

Como São Pedro foi o primeiro Papa e assim é reconhecido não somente pela Igreja Católica, mas também pela Igreja Ortodoxa, o símbolo da cruz invertida acabou sendo vinculado ao Papado. Portanto o uso da mesma não quer referir-se a um agente do demônio, mas sim um agente que acredita na palavra do Papa como verdadeira voz de Deus quando se pronuncia em ex-cátedra.

Resumindo: Existem muitas pessoas que são revoltadas com algum determinado fato que a Igreja diz como verdade e tentam agir com algum contra controle, porém na realidade, estão somente propagando um sinal de fé que não tem ideia de sua simbologia.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Divinação do pensamento: Mitologia.

Um fato interessante que permeia a cultura de todas as civilizações, sejam ao norte, ao sul, leste ou oeste é a presença da adoração a algo. Essa adoração se dá ou se davam, pela observação de fenômenos que não podem ou podiam ser compreendidos inicialmente pois não havia tecnologia suportável no período.

Porém as observações mesmo sem a utilização de equipamentos, se mostraram bastante arrojadas e verdadeiros saltos no compreender humano. Uma delas foi a observação frente a constituição da matéria de Demócrito, um filósofo grego que viveu 370 a.C. Ele observou uma praia do alto de uma colina e percebeu que os pequeninos grãos de areia não podiam ser distinguíveis daquela distância, mas essas pequenas partículas eram responsáveis, em grande quantidade, por compor toda a extensão da praia. Demócrito então a partir dessa observação definiu que tudo era formado por pequenas partículas.

A princípio chamaram Democrito de louco, pois o todo não podia ser tão simples assim, e então descartaram a sua ideia. Passaram séculos e com o desenvolvimento da ciência a nível microscópico, retomaram a ideia desse filósofo, pois com uma observação mais próxima da matéria, constatou-se que ela podia ser dividida em pequenas unidades. Essas pequenas unidades são os átomos, fato esse que Demócrito por uma simples observação de um praia, uma quebra de paradigma, conseguiu formular uma teoria que descrevia a realidade com muita simplicidade.

Demócrito de Abdera

Com o desenvolver dos métodos científicos, adoração que se dá pela observação do não compreensível, começou a ser substituída pela adoração do compreensível.

O filósofo que estávamos a discutir, viveu em um período onde a Grécia tinha religião politeísta, com deuses extremamente caracterizados com traços humanos, eram vingativos e se usavam dos mortais para realizarem seus desejos. Essas características se davam pelo fato dos governantes terem observado que o medo era uma forma boa de controle do povo, fato esse, que foi explicado por Nicolau Maquiavel em 1513 em sua obra máximo "O Príncipe". Mostrando que o "desconhecido" as vezes pode também ser usado como forma de controle de massas. Porém esse desconhecido não é desconhecido dos governantes, que os modelam a sua vontade.

Essa ideia de deuses com características humanas, e que podiam tomar atitudes de controle, não é uma ideia única da Grécia, no Egito, em Roma, na Ásia e Escandinávia, essa ideia se disseminou, e como reflexo disso, formaram-se grandes impérios.

Portanto fica claro que a humanização das ações de uma divindade expressa em algo não explicável presente na natureza, não passa de uma grande alusão a atos de governantes que se usam de um engodo para traçar os rumos de um grupo social.

As alusões mais explicitas se dão na figura do imperador deus, sendo os romanos, os egípcios, chineses, japoneses e escandinavos os mais conhecidos.

Dentre esses, os menos famosos são os escandinavos, conhecidos como Vikings, que incorporaram muito da cultura grega, assim como os romanos, e trouxeram a divindade a seus governantes. Poucas vezes são falados de reis Vikings que eram considerados deuses, mas somente a figura do Panteão, que é a especificação do Olimpo, o local de reunião dos deuses e a figura do Valhalla que corresponde aos Campos Elísios onde o homem descente descansa após a morte, já nos dá muitas informações de como havia um controle na região. O Valhalla era aberto somente a quem caísse em combate, ou seja, era um engodo criado pelos governantes "deusificados" na figura de um ser perfeito, porém com a intenção de conquistarem mais terras. Os deuses Vikings não eram considerados imortais, mas sim mortais e passíveis a morte se não comessem a maçã de Iounn, uma grande alusão a ideia do fruto do paraíso, característica introduzida pela mitologia cristã.

Fenrir filho de Loki, subjugado após o Ragnarok, onde Vidar, filho de Odin, o mata abrindo sua boca e então rasgando-o ao meio. A lança retrata o poder de Odin mantido em seus descendentes, uma vez que ele é morto por Fenrir no Ragnarok, ou seja, os deuses não passavam de figuras presas a um destino de exílio existêncial.

Do passado para o presente, as ideias da divinação é bem comum, sendo que hoje ainda existem pessoas que são tratadas como sobrenaturais. Mas também é comum as pessoas de hoje abdicarem do sobrenatural para acreditar na tecnologia e fundamentarem sua fé na mesma. 

Portanto surge a pergunta:
"A mágica não era a tecnologia do passado, se ela hoje é considerada obsoleta, pois criava um engodo ao racional humano, a tecnologia e a ciência em tempos futuros também não serão meios de se criar o engodo frente a fé?"

A resposta é clara e simples, nem a mágica e nem mesmo a ciência podem subjugar a fé, pois ela se baseia em algo que extrapola o que é racional humano e naturalmente físico. A fé se basei em Deus e não em divinações que possuem características atitudinais humanas, como era comum nas culturas Egípcias, Gregas, Vikings, Chinesas etc...